sábado, 31 de dezembro de 2011

Balanço de 2011


1 - Lua-de-Mel em Paris de Elizabeth Adler - 3/7 Razoavel
2 - A Prenda de Cecelia Ahern - 4/7 Bom
3 - Segredos do Passado de Deborah Smith - 6/7 Excelente
4 - O Beijo da Meia-Noite de Lara Adrian - 5/7 Muito Bom
5 - A Casa da Rua da Esperança de Danielle Steel - 4/7 Bom
6 - Vento Suão de Rosa Lobato de Faria - 5/7 Muito Bom
7 - Onde Está o Branco em Ti? de Ricardo Antunes - 5/7 Muito Bom
8 - As Gémeas no Colégio de Santa Clara de Enid Blyton - 3/7 Razoável
9 - Feitiços de Amor de Barbara Bretton - 4/7 Bom
10 - Os Náufragos do Amor de Rui Araújo - 3/7 Razoável
11 - Uma Noite em Nova Iorque de Tiago Rebelo - 3/7 Razoável
12 - Para Ti, Uma Vida Nova de Tiago Rebelo - 4/7 Bom
13 - Milagre em Nova Iorque de Luanne Rice - 5/7 Muito Bom
14 - Uma Rapariga dos Anos 20 de Sophie Kinsella - 5/7 Muito Bom
15 - Amor e chocolate de Dorothy Koomson - 4/7 Bom
16 - Perfume de Paixão de Jude Deveraux - 5/7 Muito Bom
17 - A Árvore dos Segredos de Sarah Addison Allen - 5/7 Muito Bom
18 - A Dança das Borboletas de Poppy Adams - 3/7 Razoável
19 - O Beijo Carmesim de Lara Adrian - 5/7 Muito Bom
20 - A Ilha dos desencontros de Anita Shreve - 4/7 Bom
21 - Educar sem Bater de Luís Maia - 6/7 Excelente
22 - A Cor da Paixão de Sveva Casati Modignani - 6/7 Excelente
23 - Escândalo de Penny Vincenzi - 5/7 Muito Bom
24 - A Siciliana de Sveva Casati Modignani - 5/7 Muito Bom

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"A Siciliana "


A Siciliana
Sveva Casati Modignani
Nº págs.: 384

Ela era uma donna d’onore. Ou seja, tinha a Máfia no seu passado…
Na Sicília, uma enigmática freira dá a um jornalista uma entrevista reveladora. O seu nome é Nancy Pertinace e, antes de desaparecer nos confins daquela ilha, era uma das mulheres mais famosas de Nova Iorque, cidade onde contava poder vir a ser mayor. Mas no seu passado pesa a longa sombra da Máfia e no seu presente nem tudo parece claro…
Filha, amante, assassina e mãe, Nancy acaba por descobrir que é impossível fugir aos fantasmas do passado e que terá de enfrentar toda uma história de paixão, intriga e vingança… caso queira tomar de novo as rédeas do seu destino.

A Porto Editora reeditou este livro de sucesso de Sveva Casati Modignani que chegou às livrarias no dia 4 de agosto de 2011.
Este romance, que já foi adaptado à televisão, apresenta-nos Nancy Pertinace. Com uma narrativa empolgante, repleta de emoções fortes.

Sobre a autora:
Reconhecida como a signora do bestseller italiano, com 11 milhões de exemplare vendidos, Sveva Casati Modignani está traduzida em 17 países e é hoje uma das autoras mais populares em Portugal. No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia e O Esplendor da Vida.

Sobre a obra:
Numa pequena vila siciliana, um jornalista pede uma entrevista a uma freira, ela é Nancy Pertinace, outrora figura pública de Nova Iorque e candidata a mayor da cidade. Ao longo de vários dias, Nancy fará revelações surpreendentes sobre o seu passado e sobre os motivos que a levaram a refugiar-se nos confins daquela ilha.
Nancy Pertinance relata que, viu o seu pai ser morto na vez de Frank Latella, um dos grandes nomes da Máfia. Jura vingança pela morte injusta de seu pai. Quase sem querer é acolhida pela família Latella onde cresce e conhece o amor da sua vida. Torna-se numa mulher de princípios, que promete o que cumpre. Apaixona-se perdidamente por Sean, um irlandês bem conhecido no mundo mafioso, desconhecendo que fora ele o assassino de seu pai.
Porém, nem sempre o que é revelado é absoluto e há mais sombras no seu presente do que se possa imaginar….
Classificação: 5/7 Muito Bom

"Escândalo"

Escândalo
de Penny Vincenzi
Edição/reimpressão: 2008
Editor: Edições Asa

Sinopse
Uma história de ascensão e queda, de paixão e abandono, capaz de abalar todas as nossas convicções sobre a vida e sobre nós próprios. Afinal, tem a certeza que sabe como se comportaria se a sua vida mudasse drasticamente? Se o seu futuro estivesse em perigo? Pode, com toda a convicção, dizer o que faria se perdesse tudo?
"Quem poderia imaginar que a conduta de uma empresa, que era, na generalidade, considerada íntegra e nobre, levaria tantas pessoas a uma situação de tanta angústia e até de perigo?"



Penny Vincenzi é uma das mais populares e estimadas escritoras britânicas. Foi jornalista, colaborando em publicações como The Daily Mirror, The Times, Vogue e Cosmopolitan, entre outras, antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro. O seu primeiro romance, Old Sins, foi publicado em 1989, tendo ao longo destes 20 anos construído uma carreira literária de sucesso – os seus livros já venderam mais de quatro milhões de exemplares.
No catálogo da Porto Editora encontram-se publicados os títulos
Cruel Abandono (2009),
O Jogo do Acaso (2010) e
Uma Mulher Diferente (2011).
site da autora

opinião:
Quando pensei em estriar-me nesta autora, resolvi começar pela primeira obra editada em Portugal. Adquiri o livro, XXL por sinal e pensei… vou demorar uma eternidade a ler este livro. No início fiquei muito baralhada com a quantidade de personagens, mas com o decorrer da leitura, todas se foram encaixando. As primeiras páginas são muito descritivas. Todas as personagens são apresentadas, é dado a conhecer ao leitor as suas profissões, as suas famílias e os seus bens matérias, de seguida é o cair das contas bancarias algumas desavenças familiares. Ler este livro, foi como, assistir a uma novela, varias histórias, maneiras diferentes de pensar e de encarrar o dia-a-dia e a realidade. A história vai ganhando asas, o entusiasmo no leitor vai aumentando. O leitor chega a ser confrontado com acontecimentos inesperados, que o levam a acreditar que são irreais até ao final da leitura. Foi a minha estreia, mas não será a ultima, gostei imenso e fez-me refletir muito no dia-a-dia, principalmente nos bens matérias e no consumismo…

classificação: 5/7 Muito Bom

domingo, 4 de dezembro de 2011

" A Cor da Paixão"

A Cor da Paixão
de Sveva Casati Modignani
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 400
Editor: Edições Asa
Coleção: Romance

Uma história intensa e vibrante, dominada por uma protagonista corajosa e inesquecível.
 
Vermelho coral: uma cor que fala de paixão. Como aquela que percorre esta história intensa, dominada por uma protagonista determinada a concretizar os seus sonhos sem se trair a si própria. Na Milão do pós-guerra, Liliana Corti e os seus três irmãos crescem no seio de uma família singularmente unida. Dos pais aprendeu a manter a dignidade e a reivindicar os seus direitos numa sociedade que menospreza os seus elementos mais fracos. No entanto, os tempos estão a mudar e rapidamente chegam os anos do boom económico, da contestação, os dias negros do terrorismo, das relações privilegiadas entre a política e os negócios…

Liliana, com empenho e sacrifício, constrói uma carreira profissional brilhante, que consegue conciliar com a vida familiar graças à ajuda do marido, um homem carinhoso, compreensivo e disponível. O que não a impede de, por um momento, acalentar a ideia de se entregar a outro homem, e sentir na própria pele a loucura brutal dos que pretendem mudar o mundo pela força das armas. Assiste, desorientada, ao fim da sua longa carreira, mas, uma vez mais, consegue sair vencedora dessa batalha. Com alguma sorte e muita força de vontade, também os seus irmãos conseguiram triunfar na vida…. Mas a verdadeira força dos Corti está na sua coerência intelectual, reforçada pelos valores que lhes foram inculcados desde cedo e que serão decisivos nos seus destinos.

Relatando uma vida vivida com coragem, através de relações de amor e ódio, de momentos de fragilidade e coragem, de acontecimentos passados na história recente de Itália, Sveva Casati Modignani constrói mais um grande romance com um forte impacto narrativo, capaz, ao mesmo tempo, de comover os leitores e de os fazer reflectir e sonhar.

Sveva Casati Modignani
Reconhecida como a signora do bestseller italiano, Sveva Casati Modignani é exímia em presentear os seus leitores com histórias repletas de enredos femininos e envolventes.
As suas obras estão traduzidas em 17 países e já venderam mais de dez milhões de exemplares.

Obras da autora:
Bibliografia ASA
1 - 6 de Abril ‘96
2 - Baunilha e Chocolate (atualmente da Porto Editora)
3 - A cor da Paixão
4 - Desesperadamente Giulia (atualmente da Porto Editora)
5 - Lição de Tango
6 - Qualquer Coisa de Bom
7 - A Siciliana (atualmente da Porto Editora)
8 - Uma Chuva de Diamantes
9 - A Viela da Duquesa
Bibliografia Porto Editora
10 - Feminino Singular
11 - O jogo da Verdade
12 - O Esplendor da Vida
13 - 'MISTER GREGORY', o mais recente romance de Sveva Casati Modignani

facebbok

Opinião
Sveva na “Cor da paixão” dá-nos a conhecer a família Corti, desde os pais até cada um dos seus filhos, dando particular enfâse a Liliana Corti, uma filha, irmã, mulher de muita coragem, que luta com todas as suas armas e sabedoria para vencer. Consegue destacar-se muito bem no seu trabalho, conseguindo mesmo alcançar grandes feitos. Constrói uma carreira profissional recheada de êxitos, que sabe conciliar na perfeição com a sua familiar. Uma história que nos faz sonhar e acreditar que é possível concretizar alguns dos nossos maiores sonhos.
Mais uma vez a autora conseguiu surpreender, pela sua escrita, pelo enredo da história, pela capacidade com que me envolvi, e a pelas magníficas personagens. Uma história de ódios, desilusões, amores, desencontros… mas acima de tudo, composta por pessoas respeitáveis, lutadoras, dignas, amigas, unidas. Uma família digna de todo o respeito e consideração, com valores incuta-dos desde muita tenra idade, que são fundamentais no percurso das suas vidas e destinos.

Leitura realizada em Outubro/2011
Classificação 6/7 Excelente

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Educar sem Bater"

Educar sem Bater
Um guia prático para pais e educadores

de Luís Maia
Edição: 2011
Páginas: 208
Editor: Pactor

Sinopse:
Recorrendo a exemplos e casos práticos reais, este livro propõe estratégias educativas para gerir os conflitos e comportamentos desadequados das crianças sem recorrer a castigos físicos e psicológicos.
Numa época em que cada vez mais se fala da Disciplina Positiva como a forma mais eficaz e equilibrada de educar os nossos filhos e educandos e em que se chegou à conclusão que as estratégias centradas nos castigos físicos e psicológicos estão condenadas ao fracasso, era imperativo publicar-se este livro. Através dele, o leitor aprenderá a gerir os conflitos e comportamentos desadequados dos filhos e educadores. Tomará contacto com exemplos de estratégias educativas inadequadas, centradas em castigos físicos e psicológicos (os mais frequentes na lide de criar/educar uma criança/adolescente) e que quase sempre envolvem o Ministério Público, a Assistência Social, a CPCJ e as Forças Policiais.
E conhecerá ainda uma série de sugestões para lidar, de forma adequada, com todas as situações de conflito e que poderão ir de meras desautorizações aos pais a situações de maus-tratos. Trata-se de um livro dirigido a pais e educadores, que parte de exemplos e casos práticos e reais, recolhidos ao longo dos últimos anos de prática clínica do autor, e que convida qualquer leitor a reflectir sobre o que não deve fazer e sobre o que poderá tentar fazer para educar sem bater.

Ao longo do livro são abordados, entre outros, os seguintes temas:

■Comportamentos adequados
■Estilos parentais / prática parental positiva
■Gestão comportamental infantil
■Rejeição de castigos físicos
■Punições, reforços e recompensas
■Assertividade
■Mecanismo da negação

primeiras páginas aqui

Autor:
Com um vasto currículo na área, o docente da UBI é ainda coordenador do Grupo de Estudos em Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica da Universidade da Beira Interior (GEARNeurop).
Luís Alberto Coelho Rebelo Maia é neuropsicólogo clínico e forense, professor auxiliar da Universidade da Beira Interior, pós graduado em Ciências Médico-Legais, licenciado em Psicologia Clínica, mestre em Neurociências e doutorado em Neuropsicologia Clínica pela Universidade de Salamanca.

Gabinete de Neuropsicologia Professor Doutor Luis Maia - Blogue

3 perguntas ao autor (daqui)
1-De que trata este seu livro “Educar sem Bater”?
R-O livro pretende mostrar que a aplicação de métodos suportados na Disciplina Positiva é a forma mais eficaz de educar as crianças. As principais estratégias baseiam-se no Amor firme, o estabelecimento de limites bem conhecidos entre pais e filhos (não se defende permissividade, nem se coloca em causa que pais e filhos devam ser os melhores amigos, todavia, no processo de desenvolvimento infanto-juvenil, a responsabilidade de educar é dos pais e por isso a amizade e o carinho devem passar-se para a relação dos afectos, mas manter-se a firmeza na regulação e implementação das regras, que não podem de forma alguma ser quebradas. Em termos disciplinares, as estratégias que mais funcionam são os reforços positivos dos bons comportamentos e os reforços negativos quando a criança consegue interromper comportamentos inadequados. A ideia central não é mimar a criança, mas sim dotá-la de ferramentas de auto-regulação do seu próprio comportamento, de forma positiva, afectuosa e tranquila.
Há ainda uma questão central que se relaciona com o papel do exemplo dos pais. Pelos mecanismos de Aprendizagem Social, uma criança aprende, essencialmente nos primeiros anos de vida, através da imitação dos comportamentos dos seus modelos, que na maioria das vezes são os pais. Assim, a disciplina positiva centra-se muito também num esforço de psico - educação de pais e educadores para serem eles próprios exemplos de “boa conduta” para os seus filhos.

2- De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Julgo que o ponto de partida, quando os conflitos já ultrapassam o que deveria ser minimamente aceitável como “conflito comum” é procurar uma base de segurança para se iniciar uma nova forma de comunicação familiar (a ideia é que se os conflitos chegaram a um nível disfuncional, não se deve manter o mesmo nível de comunicação familiar que os levou a esse mesmo ponto.
Assim, algumas famílias conseguem organizar-se sem apoio de técnicos especializados no sentido de melhorar os canais de comunicação familiar. Outras necessitam mesmo de recorrer a terapeutas especializados que permitem, numa primeira fase, funcionar como força de desbloqueio comunicacional.
Grande parte dos conflitos familiares assenta numa comunicação insuficiente e mergulhada em vícios de forma: evitar assuntos críticos, criar tabus, delegar assuntos relevantes para um dos pais (como por exemplo, a sexualidade ser abordada pela mãe se a criança for uma menina e pelo pai se for um rapaz, etc.).
O que eu sugiro é que a comunicação seja a palavra de ordem no equilíbrio relacional familiar, desde que se respeitem as vontades e o direito à intimidade individualidade de cada um dos envolvidos.

3-O seu livro destina-se, claramente, a pais e educadores: o que lhes recomenda para as suas múltiplas tarefas de educar sem bater?
R- Esta é uma das questões mais recorrentes que me são colocadas. Se repararem, a própria questão parece remeter para o facto de não haver outras formas de controlar o comportamento infantil que não seja pela disciplina punitiva ou mesmo os castigos. Nem mesmo é necessário cair na permissividade. Com o tempo, com a minha experiência como pai e terapeuta, aprendi a dividir as estratégias educativas em duas grandes partes: as destrutivas e as construtivas. Nas destrutivas estão toda a gama de castigos já aqui referidos, bem como a indiferença, a permissividade, etc. Nas construtivas estão as estratégias defendidas nesta obra (Educar Sem Bater), que apostam na disciplina positiva. Já repararam que, na maioria das vezes, quando se diz que um filho tem que ser disciplinado, pensa-se imediatamente em castigos? O que eu pergunto é: porque é que tem que ser assim? A disciplina é o método pelo qual uma criança interioriza os valores, princípios e regras com os quais tem que contar para lidar adequadamente em sociedade. Um pai que não consiga encontrar uma forma de ensinar isso aos filhos sem ser permissivo ou agressivo deve, na minha humilde opinião, procurar ajuda de um técnico especializado!
No que toca ao estabelecimento de limites, não pode haver uma resposta única a esta pergunta. Qual o limite para deixar uma criança “esticar a corda” no sentido da conquista do seu espaço? Qual o limite para aceitar que uma criança experimente “coisas” com que os pais não concordam plenamente? Qual o limite para que a criança se coloque em situações de risco de sofrer pequenos ferimentos e com isso aprenda que da próxima vez não deva se colocar nas mesmas condições?
A resposta está no bom senso dos pais. Ajudar a criar não é superproteger para evitar a todo o custo que a criança possa sofrer ou magoar-se. Antes sim é permitir um crescimento autónomo onde a criança experimenta os seus próprios limites, supervisionados pelos pais, e perceba quais são os que são edificantes para a sua personalidade e aqueles que são ameaçadores e por isso deve evitar.

Para finalizar, refiro que as principais estratégias educativas atuais baseiam-se no conceito de “Auto – Regulação”. A criança deve ser incentivada a aprender quais as suas capacidades de se auto regular: ou seja, dizer sim ou não, de acordo com aquilo que conseguem interpretar adequadamente da realidade à sua volta, e não apenas reagir de forma acéfala, impulsionada pelos seus impulsos mais primitivos e pueris. À medida que a criança se vai desenvolvendo como indivíduo, vai sendo capaz de decidir por si própria e, muito importante, arcar com as consequências das suas escolhas. Assim, os pais e educadores devem incentivar a capacidade de autonomia, decisão, auto-regulação e gestão das consequências das opções, atitudes e ações de cada criança.

Termino dizendo mesmo: Os pais e educadores têm que voltar a saber dizer NÃO!
Eu diria mesmo que uma criança deve ser educada para que a criança saiba que a resposta para um seu desejo seja SIM e a resposta para outro desejo seja NÃO. O aprender a lidar com os “Nãos” que os pais e a vida vão apresentando às crianças vão-na fortalecendo e desenvolvendo uma característica humana que se pretende desenvolver numa criança: a capacidade de resistência à frustração, que representa justamente a necessidade de a criança ir-se desenvolvendo a saber que há “coisas” que quereria ter ou fazer, mas que não pode ter ou fazer. Isso desenvolve maturidade e capacidade de sofrimento. Mais tarde, como adulto, será fundamental para aceitar as coisas que tem que fazer por obrigação, ou por necessidade, ou porque num dia simplesmente não tem vontade de fazer, mas que não pode balizar a sua vida pela sua vontade ou não de fazer. Assim, o Não, é fundamental para a construção de um “EU” que aceita que a vida não gira à volta da vontade de cada indivíduo e é necessário muito sacrifício para a satisfação das necessidades e vontades individuais.
Opinião
Um livro que me fez e faz companhia em noites de muitas dúvidas, questões, angustia….
Às vezes deparamo-nos com situações que nos levam a pensar que somos os piores Pais do mundo. Queremos ajudar os nossos filhos a serem felizes e não conseguimos. Ninguém nos entende, todos apontam o dedo e criticam os nossos comportamentos e principalmente os comportamentos e atitudes dos nossos filhos, fazem dos nossos filhos os piores do mundo, uns monstrinhos. Ficamos sem forças, sem respostas, sem argumentos…
Sei por experiencia própria que dar uma palma na hora certa, não resolve em nada a situação, muito pelo contrário só piora. Se não resolver a bem, com muito diálogo, paciência, clama…. Confesso que esta atitude não foi sempre a praticada, também dei algumas palmadinhas, que como muitos pais, pensava que era o mais adequado e apropriado. Hoje, sei que não foi a atitude certa….


Quando se lida com uma criança POD, em que saber dizer um “Não”, de forma, a que criança entenda e aceite, é das tarefas mais difíceis no dia-a-dia de uma mãe. Ler este livro, ajudou-me a ter esperança, confiança e lutar.
O livro está recheado de exemplos, de situações do dia-a-dia das crianças, de birras, amuos… e de soluções e formas de como agir. Um livro a manter na mesinha de cabeceira, para consultar e desfolhar nos próximos tempo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"A Ilha dos desencontros"

A Ilha dos desencontros
de Anita Shreve
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 240
Editor: Porto Editora
Idioma: Português

Sinopse
«Pergunto a mim própria: se uma mulher for levada ao limite, como reagirá?»


A pergunta é feita por Jean, uma fotógrafa, que em 1995 chega à ilha de Smuttynose, ao largo da costa do Maine, para fazer uma reportagem sobre um crime que aí teve lugar cem anos antes. Com ela viajam o marido, a filha de cinco anos, o cunhado e a respectiva namorada.
À medida que vai mergulhando nos detalhes daquele acontecimento - um caso de paixão que resultou na morte de duas mulheres -, ela própria entra num terreno perigoso, dominada por emoções contraditórias. A suspeita de que o marido tem um caso desencadeia um ciúme incontrolável e uma desconfiança que acabam por levar Jean ao limite das suas emoções e a comportamentos de que nem ela própria suspeitava ser capaz.

Em A Ilha dos Desencontros, Anita Shreve, baseando-se num facto real - o assassínio de duas mulheres que ainda hoje continua por desvendar -, leva-nos através de uma viagem inesquecível até aos limites mais extremos da alma humana.

1ª Páginas
Anita Shreve Natural do Massachusetts, onde ainda hoje reside, Anita Shreve formou-se na Tufts University, foi professora e acabou por enveredar pelo jornalismo após uma das suas histórias ter ganho o O. Henry Prize, em 1975, escrevendo então artigos para revistas como a Quest, Us e Newsweek. Mais tarde, publicou dois livros de não ficção a partir de artigos publicados na The New York Times Magazine. Em 1989 abandonou o jornalismo e dedicou-se apenas à literatura, alcançando um grande sucesso internacional – as suas obras venderam já mais de 7 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 1998, recebeu o PEN/L.L. Winship Award e o The New England Book Award para ficção.
No catálogo da Porto Editora figuram os romances
Testemunho (2010) e
A Ilha dos Desencontros (2011).

Imprensa:
Arrebatador... um dos livros mais tocantes de Anita Shreve.
San Francisco Chronicle

Uma história fascinante... Anita Shreve explora temos como o adultério, o ciúme, o crime passional, o incesto, a negligência e a perda... criando uma tensão quase insuportável. Um romance perturbador.
New York Times Book Review

Uma profunda e bem conseguida indagação sobre a devastação do amor.
Los Angeles Times

Um extraordinário relato sobre os aspectos mais sombrios do amor... A narrativa é electrizante, a escrita igualmente poderosa.
Milwaukee Journal Sentinel

Opinião
Autora, de um dos meus livros favoritos “A Praia do Destino”, é sempre uma maravilha pegar em mais uma obra de Anita Shere para saborear. A autora tem o dom de nos descrever momentos marcantes, chocantes, dramáticos, num tom de escrita bastante calma e reconfortante.
“A Ilha dos desencontros” não foi das melhores leituras. Achei muitas vezes a narrativa e o desenrolar da história, maçadora, monótona, sem interesse, apesar de na parte final ter sido mais ritmada, com algum empolgamento e ação. Continuo achar que teve várias passagens desinteressantes. O que mais me empolgou nesta leitura, não foi o romance ou supostos romances, mas sim o desvendar de um crime macabro, ocorrido há cem anos. Conhecemos e percebemos as vidas das mulheres assassinadas assim como a vida de Maren, uma das personagens chave de todo este misterioso assassinato.
Jean, a jornalista que investiga este crime, e que nos relata todos os pormenores e acontecimentos, também vai viver nesta viagem as Ilhas Shools, muitos momentos de contradições, em relação a si mesma e com o seu atual relacionamento.

Leitura realizada em Agosto/2011
Classificação 4/7 Bom

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

"O Beijo Carmesim"

O Beijo Carmesim
de Lara Adrian
título original: Kiss of Crimson

Unidos pelo sangue e por segredos sombrios, entram num mundo de perigos e prazer infinito...

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 368
Editor: Quinta Essência

Sinopse
Ele chega até ela mais morto que vivo, um enorme estranho vestido de preto, crivado de balas e a perder muito sangue. Enquanto luta para salvá-lo, a médica veterinária Tess Culver não faz ideia de que o homem que se chama Dante não é totalmente humano, mas um membro da Raça, guerreiros vampiros envolvidos numa batalha desesperada. Num momento único e carregado de erotismo, Tess é lançada no mundo dele - um lugar perigoso e sombrio onde vampiros Renegados vagueiam na noite trazendo o terror.
Assombrado por visões de um futuro obscuro, Dante vive e luta como se não houvesse amanhã. Tess é uma complicação de que ele não precisa - mas agora, com os seus irmãos sob ataque, ele deve protegê-la de uma ameaça crescente, que o inclui a ele próprio. Por causa de um beijo rápido e irresistível, ela tornou-se parte do seu reino subterrâneo... e o toque dele desperta-a para dons escondidos, desejos e fomes que ela nem sonhava possuir.
Ligados pelo sangue, Dante e Tess devem trabalhar juntos para acabar com os inimigos mortais, ao mesmo tempo que descobrem uma paixão que transcende os próprios limites da vida...

Imprenssa:
«Deixem-me apenas dizer quão animada estou a esta nova série! Mal posso esperar para recomendar O Beijo Carmesim aos meus amigos e amantes de livros. Embora a história de Dante seja o segundo livro da extraordinária série de Lara Adrian, não é necessário ler o primeiro, O Beijo da Meia-Noite. Mas recomendo-o vivamente, já que detesto ver leitores perder uma parte de uma série tão deliciosa.»
Romance Junkies

«O Beijo Carmesim é uma leitura intensamente erótica e emocionante que vai prender os leitores. Adrian mantém o enredo novo e fresco, e os personagens cativantes...»
Fallen Angels (5 Angels)

«Uma escrita vibrante que aumenta o suspense, e segredos ocultos que proporcionam várias reviravoltas… O Beijo Carmesim é um vencedor e deixará os leitores ávidos... da próxima história da Raça da Meia-Noite.»
Romance Reviews Today

Lara Adrian vive com o marido no litoral da Nova Inglaterra, rodeada por cemitérios seculares, pelo moderno conforto urbano e pela inspiração infinita do oceano Atlântico

Série Midnight Breed (Raça da Meia-Noite)
1 - O Beijo da Meia-Noite - A Kiss of Midnight
2 - O Beijo Carmesim - Kiss of Crimson
3 - O Despertar da Meia-Noite - Midnight Awakening
4 - Midnight Rising
5 - Veil of Midnight
6 - Ashes of Midnight
7 - Shades of Midnight
8 - Taken by Midnight
9 - Deeper Than Midnight

Opinião:
Quanto terminei a leitura do 1º volume da raça da meia-noite, o Beijo da meia-noite, senti uma enorme vontade de saber mais sobre todas aquelas personagens. O 2º volume não desilude o leitor em nenhum pormenor. Encontramos Dante um guerreiro que sabe cativar o leitor, tão ou melhor que Lucan. Ele é arrogante, individualista, destemido, extraterrestre, vive na solidão, não é nada sentimental e vive para proteger os seus.
Tess é uma veterinária, que vive para o seu trabalho, o seu amor á profissão, faz com que passe horas e horas em claro a dar o seu melhor na clinica. Mesmo a passar muitas dificuldades financeiras, Tess não deixa de ajudar quem necessita, pensando no dia de hoje e esquecendo o dia de amanha. É numa dessas noites, em que está a fazer noitada na sua clinica, que acaba por conhecer Dante. Este ferido, após um combate com renegados, e completamente desprotegido, sem forças, entra na clinica e acaba por se alimentar de Tess, a única mulher de quem não se podia ter alimentado. Isto porque, Tess sem saber é uma companheira de raça e vai ficar ligada a Dante para a eternidade.

“Carmesin” é o nome de uma nova droga, que no ser humano não produz qualquer efeito. Mas, ao ser consumida por um renegado, destrói completamente. Esta droga anda a ser fabricada e distribuída por alguém muito próximo de Tess, o seu ex-namorado. Ele produz e comercializa a droga, sem ter qualquer conhecimento dos seus efeitos e consequências.
Dante vai ter duas grandes missões: 1º encontrar o traficante de droga e o seu chefe e acabar com a comercialização do Carmesin. 2º Convencer Tess, que é uma companheira de Raça e que esta ligada a ele para sempre.
Mais uma linda história de amor, para o leitor desfrutar. Uma saga magnífica, que nos deixa com imensa curiosidade sobre os restantes regueiros da ordem.

Leitura realizada em Agosto/2011
Classificação: 5/7 Muito Bom