domingo, 25 de março de 2012

"Vamos Jogar!"

Vamos Jogar!
Actividades pedagógicas entre pais e filhos para ensinar bons hábitos às crianças
de Eduardo Estivill e Yolanda Sáenz de Tejada
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 376
Editor: Livros d'Hoje
Coleção: Livros Práticos

Sinopse:
O livro tem como objectivo fornecer uma série de conceitos, apresentados na forma de jogos, para que os pais possam inculcar melhores hábitos aos seus filhos.

Surgiu da colaboração com uma mãe responsável, Yolanda Sáenz de Tejada Vázquez, autora e praticante especialista das propostas que são descritas neste livro. Unindo as suas facetas de excelente escritora e de mãe preocupada com a educação das suas filhas, Yolanda elaborou, a partir de conceitos científicos comprovados, uma série de actividades fáceis de executar e que são particularmente válidas do ponto de vista educativo. Cada uma delas está pensada com rigor e emoção, e foi testada com muitas crianças.

Esta obra constitui uma ajuda fundamental para os pais na difícil tarefa de educar os seus filhos correctamente e conseguir que eles sejam melhores pessoas.

Sobre os autores:
Os autores de “Vamos jogar!” dizem que os pais de hoje em dia, que têm um ou dois filhos, se sentem culpados por não estar mais tempo com eles.
O Dr. Eduard Estivill é pediatra e neurofisiólogo, responsável pela unidade de Alterações do Sono do Instituto Universitário de Dexeus de Barcelona e coordenador das unidades do sono do Hospital Geral da Catalunha e da Clínica Incosol em Marbelha. Nas suas consultas são tratados todo o tipo de alterações do sono, como é o caso das insónias infantis e dos adultos, o ressonar com ou sem apneia (paragens respiratórias durante o sono), os sonambulismos, os pânicos nocturnos, o jet lag, etc. Basicamente, atende pessoas que não dormem, que dormem de mais ou que não deixam dormir. Na sua Unidade de Alterações do Sono, uma organização com prestígio mundial, tem tido uma média de duas mil visitas por ano, juntamente com os seus colaboradores, Roberto Civeti e Victoria de la Fuente. Todos eles participam activamente em programas de investigação e ensaios clínicos de novos medicamentos e divulgam nos meios de comunicação os seus conhecimentos sobre o tema.

Yolanda Sáenz de Tejada, escritora e criativa espanhola, agarrou na sua experiência de mãe e decidiu escrever este livro com 46 jogos para pais e filhos.

Entrevista ao Público (daqui)

PÚBLICO – Porquê ensinar regras fundamentais com jogos?
Yolanda Sáenz de Tejada (YST) – Porque através do jogo eles aprendem mais facilmente. Também para os pais é mais fácil ensinar de uma forma divertida. Se insistimos, sem os motivar, eles não escutam. Com o jogo, aprendem melhor. Os jogos promovem a memorização e a imaginação porque não estão pensados só para aprender as regras.

Eduard Estivill (EE) – Se os pais fazem um jogo para ensinar, a criança entende mais rapidamente.

P. – Os pais têm tempo para fazer jogos? Não é mais fácil dar uma ordem?

YST. – O livro foi pensado para fazer parte da vida dos pais porque os jogos não requerem muito tempo, mas apenas aquele que os pais estão com os seus filhos. Estes jogos [foram feitos a pensar] no tempo que eu tenho para os meus filhos.

P. – Além dos seus filhos, os jogos foram aplicados a outras pessoas?

EE. – Esta é uma ferramenta para os pais de hoje em dia, que têm um ou dois filhos e se sentem culpados por não estar mais tempo com eles. Com este livro explicamos que o melhor é a qualidade e não a quantidade de tempo que estão com os filhos. É preferível estar 20 minutos e fazer um jogo do que estar duas horas à frente da televisão. Todos os jogos foram experimentados por muitos pais, amigos meus e de Yolanda, mas também em escolas e creches.

P. – Na educação, mesmo através do jogo, os pais devem promover a recompensa por um bom comportamento?

YST. – O prémio é a compensação pelo esforço. Não são prémios materiais, porque a obrigação dos filhos é fazer bem, o prémio é pais e filhos estarem juntos. A criança teve que fazer um esforço, o jogo ajuda-o a fortalecer, a unir a família. O objectivo é que aprendam as regras. Fazem um esforço e por isso são recompensados. Os pais não estão a comprá-los, mas estão com os filhos e essa é a maior recompensa.

P. – E se a criança não quiser jogar, não aprende como comportar-se?

YST. – Isso nunca acontece porque para a criança o que está a fazer com os pais não é jogar, mas partilhar. Olham o jogo como um momento de partilha com o pai e com a mãe. Além disso, não há nenhuma criança que não goste de jogar!

EE. – Os pais não lhe explicam: “Vamos jogar para aprenderes a tirar os cotovelos de cima da mesa.” O jogo entra na rotina da família com naturalidade.

P. – Através dos jogos a criança aprende a ser autónoma e responsável?
EE. – O que explicamos já foi demonstrado. Há quem acredite que os filhos podem fazer tudo, sem regras. Para nós, a sociedade pede-nos normas, ou seja, não podemos fazer o que queremos e se os pais pretendem que os filhos se adaptem à sociedade, têm que ensinar-lhes regras, eles precisam de limites para se tornarem autónomos.

YST. – Os pais têm que criar crianças mentalmente sãs, que respeitem quem têm à sua frente e respeitar significa ajudar, não levantar a voz, partilhar... E tudo isso pode ser aprendido com jogos. É uma ferramenta para educar para os valores mas de uma forma divertida

P. – Faz falta aos pais e aos filhos ter uma relação divertida?

YST. – É fundamental!

EE. – É uma relação mais espontânea, que se consegue com tempo, com algum esforço, mas é importante não esquecer que têm que ensinar regras. Actualmente há pouco respeito, vê-se nas escolas. Quando era pequeno, se chegasse a casa e dissesse que o professor me tinha castigado, o meu pai dizia-me: “Se te portares mal outra vez, sou eu que te castigo.” Hoje, os pais vão falar com o professor, tirar satisfações.

YST. – Temos pouco tempo e não ensinamos valores fundamentais como o respeitar os mais velhos. Os mais velhos são a nossa história. Uma criança sem passado, é uma criança sem futuro.

Sobre a Obra:
Partindo de conceitos científicos comprovados, apresentam uma série de «actividades fáceis de executar e que são particularmente válidas do ponto de vista educativo». Isto tendo por premissa «a facilidade das crianças em captar ensinamentos e copiar os padrões de conduta dos adultos». É que os petizes não nascem ensinados e cabe aos progenitores apontar as direcções a seguir no sentido de aprenderem a «movimentar-se pela vida com segurança e responsabilidade».
A transmissão de valores, o processo de habituação através da repetição e do bom exemplo (neste ponto é imperiosa a coerência entre a teoria e prática) e até o seu grau de estoicismo, nunca desistindo perante as contrariedades (leia-se berrarias, lágrimas ou ataques de nervos), são absolutamente fundamentais nesta fórmula para se obterem bons resultados.
Ingredientes base

Na receita proposta em «Vamos Jogar!» a Emoção e a Planificação têm o mesmo grau de importância. A dupla sugere que os pais devem recuperar a alegria de quando eram pequenos, sendo cada jogo acompanhado de amor e do sorriso que «tantas vezes tendemos a esquecer». Já em termos de Planificação, «se criarmos expectativas, será mais fácil que as crianças desfrutem», como quem tem um objectivo em mente e sente a inerente satisfação quando consegue realizá-lo.

Neste moroso processo é certo e sabido que «não somos infalíveis». «Os pais que se equivocam são mais humanos. Se assumirmos que não sabemos algo, mas que vamos tentar encontrar a resposta, o nosso filho pensará que tudo tem uma solução. Os nossos enganos, se os admitirmos, aproximar-nos-ão mais deles», afiançam Eduard Estivill e Yolanda Sáenz de Tejada.

Mais, «para ensinar é preciso ouvir» e rever a nossa infância e a tradicional sensação de incompreensão dessa fase etária será útil nesse processo de identificação com a nossa prole. Por fim, os autores recomendam «o amor louco», pois que «um pouco de carinho nunca é de mais e não há que ter quaisquer pudores em demonstrá-lo publicamente. »
Ao longo de 277 páginas aprendemos que esse acto essencial na vida das crianças que é o Jogo é possível de ser explorado no sentido educativo e meramente recreativo. Na lista de jogos há a promessa da aquisição de bons hábitos na Comida, de Conduta, de Higiene, de Comunicação, de Estudo, de Leitura e de Sono.

O mesmo será dizer que, em jeito de brincadeira, se aprende a pôr a mesa, a comer o pequeno-almoço sozinho, a ser pontual às refeições, a não ter ciúmes, a ser altruísta, a valorizar a prática desportiva, a tomar banho sozinho, a gerir o tempo, a escolher a roupa para vestir, a perder o medo do médico, a não ter vergonha, a dar valor à família, a gostar de estudar, a treinar a memória, a explorar o talento artístico ou a adormecer sozinho. Tudo porque, como disse um dia Allan Bloom, «a educação é o movimento da obscuridade em direcção à luz».
Classificação: 4/7 Bom

Mal-Entendidos

Mal-Entendidos
de Nuno Lobo Antunes
Da Hiperactividade ao Síndrome de Aspergen. Da Dislexia às Perturbações do Sono. As respostas que procura.
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 248
Editor: Verso da Kapa
Preço: 18,17€

Excerto:
«Para compreender uma criança temos de voltar ao país das memórias, reviver o que ficou para trás, habitar de novo medos de que nos esquecemos. Olhar com olhos de espanto, chamar filha a uma boneca, e replicar o milagre da criação dando-lhe voz. Para a compreender temos de voltar a pele do avesso, reduzir a dimensão do corpo na medida inversa em que cresce o sentimento. Cada criança é uma história por contar. Por vezes o Capuchinho Vermelho perde-se no bosque e não há beijo que resgate a Bela Adormecida.

Para muitas crianças a sua história pode não terminar bem, e não viverem felizes para sempre. Este livro destina-se a essas crianças e a quem delas cuida: Pais, Professores, Psicólogos ou Médicos, que querem que todas as histórias tenham um final feliz, e não deixam o Espelho Mágico dizer a nenhuma criança que há alguém mais belo do que ela.

Devem existir em Portugal cerca de 100.000 crianças com perturbações de desenvolvimento.»

Nuno Lobo Antunes, In Introdução

« Hoje mesmo, dia em que termino o meu livro, alguém começa uma história: as minhas filhas conheceram os professores e a Escola que as vai acolher. Sentados em cadeiras pequeninas, a minha mulher e eu sentíamos a insegurança de quem confia a outros o que tem de mais importante. »

Sobre o autor:
Nuno Lobo Antunes nasceu em Lisboa a 10 de Maio 1954. Em 1977, licenciou-se em Medicina, pela Faculdade de Medicina de Lisboa.

Foi Assistente Hospitalar de Pediatria e Coordenador da Unidade de Neuropediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Foi Membro da Comissão de Neurologia do “Children Oncology Group”.

Foi consultor de Neurologia Pediátrica para o Departamento de Neurologia e Pediatria do Memorial Hospital for Cancer and Allied Diseases e para o Presbyterian Hospital em Nova Iorque.

Foi ainda Professor Auxiliar de Neurologia e Pediatria na Cornell University Joan & Sanford I. Weill Medical College É actualmente Director Médico e Coordenador das áreas de Neurodesenvolvimento e Neurologia do CADIn, Consultor de Neuropediatria do Serviço de Pediatria Hospital Fernando da Fonseca e Consultor de Neurologia Pediátrica do IPO, em Lisboa.

Membro da American Academy of Neurology, da Child Neurology Society, da Children Cancer Group Tri-State Pediatric Neurology Society, da Society for Neurooncology, da Sociedade Portuguesa de Pediatria, da Sociedade Portuguesa de Neurologia e da Academia Ibero-Americana de Neurologia Pediátrica.

Uma opinião:
Este livro, de leitura fácil, pode ser muito útil, pela informação que contém e pela forma clara como está escrito. Indispensável na biblioteca de todos os que se interessam pela Educação Especial.
Ajuda pais que tem filhos com problemas a lidar melhor com eles. E mesmo aqueles pais, que não tem, pode vir a ser muito ultil, aquando de um futuro contacto com alguma criança com estes problemas.
Nós Pais, e educadores lutamos pelo sonho de tornar os nossos filhos em alunos e por conseguinte, adultos felizes, saudáveis e sábios. Uma tarefa heróica, o de cultivar os terrenos mais difíceis de serem trabalhados: a inteligência e a emoção.
O livro está fantástico, sobretudo pela abordagem simples e esclarecedora acerca de problemas tão complexos que preocupam pais, professores e educadores. Um livro onde os assuntos são abordados naturalmente e com uma boa dose de optimismo, de esperança e com apurado sentido de humor.
 
Adorei o livro, devia ser recomendado a pessoas que não sabem lidar nem aceitar crianças diferentes. Porque as vezes cansa  ver e sentir, que algumas crianças são apelidadas de problemáticas e alguns pais de maus pais e pesimos educadores. Porque realmente vivemos numa sociedade invejosa, maldosa e muito intrigista.

Vale a pena ler é um excelente livro
 

Classificação: 5/7 Muito Bom


sábado, 24 de março de 2012

"As crianças aprendem o que vivem"

As Crianças Aprendem o Que Vivem
Como Incutir Valores aos Seus Filhos
de Dorothy Law Nolte e Rachel Harris
Edição/reimpressão: 2005
Páginas: 254
Editor: Bizâncio
Preço de Capa: €12.61
Sinopse
Se as crianças vivem com encorajamento, aprendem a ser confiantes…
Se as crianças vivem com aceitação, aprendem a amar…

Dorothy Law Nolte oferece um simples mas poderoso guia para os pais – a inspiração de valores através do exemplo. Abordando questões de segurança, valor próprio, tolerância, honestidade, medo, respeito, equidade, paciência e muito mais, este livro de um raro bom senso comum ajudará uma nova geração de pais a encontrar a sua própria sabedoria como tal e arrancará dos seus filhos uma imensidão de recursos interiores. Se as crianças vivem com encorajamento, aprendem a ser confiantes…

Este livro poderá ajudá-los a tornarem-se nos pais que sempre quiseram ser e a criarem os filhos de que sempre se poderão orgulhar.
Dorothy Law Nolte tem uma longa carreira como professora universitária na área da educação e vida familiar.
Dorothy e Rachel Harris são amigas e ensinam juntas há mais de 30 anos
.
Também autoras do livro: Os Adolescentes Aprendem o Que Vivem


"Se a gente pretende fazer com que o mundo seja um lugar de respeito, onde As pessoas vivam em um ambiente seguro, saudavel, amoroso e feliz, precisamos, desde já, plantar esta semente. As crianças de hoje serão os homens e mulheres de amanhã. E elas precisam de uma base para crescerem. Cabe a cada um de nós procurar ajudar nesse aprendizado, sendo um exemplo e referência, sempre que a oportunidade se apresentar."

Primeiras Páginas

AS CRIANÇAS APRENDEM O QUE VIVEM

Se a criança vive com críticas,
Ela aprende a condenar
Se a criança vive com hostilidade,
Ela aprende a agredir.
Se a criança vive com zombarias,
Ela aprende a ser tímida.
Se a criança vive com humilhação,
Ela aprende a se sentir culpada.
Se a criança vive com tolerância,
Ela aprende a ser paciente.
Se a criança vive com incentivo,
Ela aprende a ser confiante.
Se a criança vive com elogios,
Ela aprende a apreciar.
Se a criança vive com retidão,
Ela aprende a ser justa.
Se a criança vive com segurança,
Ela aprende a ter fé.
Se a criança vive com aprovação,
Ela aprende a gostar de si mesma.
Se a criança vive com aceitação e amizade.
Ela aprende a encontrar amor no mundo.

Classificação: 5/7 Muito Bom

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Abelha Zena, a Rainha Serena"

Abelha Zena, a Rainha Serena
de Maria Eugénia Ponte
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 72
Editor: Lugar da Palavra 
Preço: 9,45

Sinopse:
O novo livro de contos (dedicados exclusivamente ao fantástico mundo das abelhas) de Maria Eugénia Ponte é uma viagem de magia que vai deliciar crianças de todas as idades.
Abelha Zena, a Rainha Serena é a aventura única de um grupo de simpáticas abelhas, que vai passar por uma grande prova. Tudo por causa desse ser que, muitas vezes, não consegue conviver com os seus parceiros da Natureza… o Homem!
Conseguirão Zena e as suas amigas ultrapassar as dificuldades?


Este livrinho tem um antecessor, que vale a pena ler e partilhar com os pequeninos e crescidinhos... "A gaivota que tinha medo do mar"

Grupo no facebook da:  "Abelha Zena, a Rainha Serena"

Autora:
"No meu primeiro livro de contos infanto-juvenis, “A Gaivota que tinha medo do mar”, escrevi dez contos, cada um deles dedicado a um animal diferente.
No último conto, apresentei-vos Zena, a heroína deste novo livro.
O “A Gaivota que tinha medo do mar” não terminou como os outros livros pois, em vez de terminar com FIM terminou com CONTINUA.
O "Abelha Zena, a Rainha Serena" é precisamente a continuação prometida há dois anos, desta vez inteiramente dedicado ao fantástico mundo das abelhas, cuja união é para nós, humanos, uma grande lição."
Por: Maria Eugénia Ponte

Maria Eugénia Ferreira da Ponte nasceu a 14 de Abril de 1954, em Obras Novas, uma pequena aldeia do concelho de Alenquer, onde tem residido desde sempre.
Informática de profissão, interessa-se pela pintura, pela fotografia e pelo artesanato, mas ler e escrever têm sido uma constante ao longo da sua vida.
Em Agosto de 2007, editou o seu primeiro romance, "Desencontros Virtuais" e, em Outubro de 2009, uma compilação de 10 contos infanto-juvenis, "A Gaivota que tinha medo do mar".
Em Novembro de 2010 é coordenadora e coautora de "Heróis à Moda de Lisboa", um projeto literário inserido na coleção "Heróis à Moda de...", da editora Lugar da Palavra, que pretende divulgar os falares e as tradições de várias regiões do país, através da magia do conto.
Em Maio de 2011, colabora, também, com dois contos, no livro "Contos Cruzados".

Pequenos (grandes) excertos:
"Aceitar os outros tal como eles são é a mais nobre atitude da verdadeira vida em sociedade" ... "Perdoar, mas não esquecer, é um perdão mascarado, não é o verdadeiro perdão." Pág. 19

"Aprender com os nossos erros faz de nós melhores seres humanos e é sabedoria de vida." ... "Se conseguirmos transformar os nossos erros em experiencia de vida, estamos no caminho certo para nos transformarmos em pessoas melhores." Pág. 25

"Sentido de responsabilidade é uma coisa que convém que se aprenda desde muito cedo." ... "Uma criança responsável é uma delícia; um adulto irresponsável é um desastre." Pág. 31

"Os verdadeiros amigos revelam-se quando estamos com problemas e dificuldades." Pág. 37

"Um grupo é, na sua essência, um conjunto de diferenças e um encontro entre o individual e o colectivo." Pág. 51

"Todos precisamos de todos e, quando menos esperamos, estamos a fazer o que criticamos nos outros e passamos facilmente de críticos a criticados." Pág. 58

in "Abelha Zena, a Rainha Serena"

Opinião:
Um livro encantador, por diversos motivos:
Primeiro, porque o ganhei no blogue “Livros, o meu vício”, por sinal, um blogue com um significado muito especial e com muito peso no nascimento do "Chuva de Livros". Segundo, porque chegou à minha caixinha de correio com uma linda e carinhosa dedicatória da autora Maria Eugénia.

Aprendi imensa coisa sobre as abelhinhas, sobre a construção dos alvéolos; favos de mel; a resina vegetal; o néctar das flores; a polinização; abelhas sociais; abelhas solitárias e abelhas parasitas… entre outras coisas. De todos estes pontos mencionados o mais interessante ainda foi, a polinização. Sabem o que é a polinização? Não? Então a autora explica tudinho neste livrinho.

Vivi a minha infância rodeada de abelhas, os meus pais e avos também tinham (2 a 3 colmeias) … mas muitas destas coisas já me eram familiares, mas a polinização era-me completamente desconhecida e fiquei impressionada.

Quanto à história em si, posso dizer que é muito divertida, todas as abelhinhas que vamos encontrando ao longo da história, são todas muito queridas e todas com funções e atitudes muito importantes. Além da abelha Zena, temos a Belita que é uma cabecinha no ar, na Cindy encontramos muita irresponsabilidade, na Zita e na Esperança… é melhor ler o livro para descobrir…

Gostei muito da história, principalmente da “revolta das abelhas”, os slogans delas eram maravilhosos, partilho dois deles:
“- Não nos roubem o mel, vai saber-vos a fel.”
“- Não somos máquinas a vapor, somos animais de valor.”
Com a situação atual dá vontade de fazer uma revolta e utilizar slogans idênticos.

Para finalizar, um beijinho grande à autora e que a “Abelha Zena” lhe traga muitos momentos de alegria e felicidade e vontade de continuar…

A não perder a apresentação do Livro já no próximo dia 18 de Fevereiro

 Clasiificação: 5/7 Muito Bom

domingo, 5 de fevereiro de 2012

"Sonhos Encantados"




Sonhos Encantados
de Barbara Bretton
Da autora de Feitiços de Amor e A Magia do Amor
3º vol. da saga de Sugar Maple
Preço: € 15
Editora: Quinta Essência

Sobre a obra:
O que faria se as pessoas que ama, os sítios que conhece, desaparecessem de repente?

Não sei o que acontece convosco, mas eu ando sempre a perder coisas – as chaves, os óculos de sol e os marcadores da camisola que estou a fazer. Mas uma vila inteira? Nunca me aconteceu tal coisa! Precisamente quando estava prestes a construir um lar com a minha alma gémea cem por cento humana, Luke MacKenzie, a fada Isadora, minha inimiga, atacou...

Até o Livro dos Feitiços, a minha ligação vital com o mundo da magia, desapareceu em combate, a par dos meus amigos, da minha casa e da minha loja de artigos de tricô. Mas depois a minha amiga Janice aparece com a gata Penny e a minha lã atrás. De repente, percebo que, se quiser salvar a minha casa, teremos de voltar a Salem, onde segredos de família e ódios seculares me empurrarão para o combate da minha vida...

Em Sonhos Encantados, Barbara Bretton continua a saga iniciada em Feitiços de Amor e A Magia do Amor.

«Bretton tece uma história incrível.»
Booklist

«Miss Bretton escreve um romance em que as emoções se exacerbam e a magia é uma parte aceite da vida quotidiana.»
Darque Reviews

«Bretton constrói impecavelmente um mundo divertido de seres sobrenaturais excêntricos e intrometidos.»
Publishers Weekly

Sobre a autora:
Barbara Bretton nasceu em 1950, em Nova Iorque. É autora de cerca de quarenta romances, marcando regularmente presença na lista dos mais vendidos do USA Today. Os seus livros estão publicados em mais de vinte países, ultrapassando os dez milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Ao longo da sua carreira foi distinguida com vários prémios, designadamente o Reviewer's Choice Award e o Career Achievement Award, atribuídos pela revista Romantic Times.

Bretton vive em Nova Jérsia, mas gosta de passar o máximo de tempo possível no Maine com o seu marido, a passear nas praias rochosas e a sonhar com enredos para os seus futuros livros.

Feitiços de Amor e A Magia do Amor fazem parte de uma nova série da autora em que o amor, a magia e o mistério se combinam e penetram na vida dos habitantes de uma terra encantada...

Para saber mais, visite: http://www.barbarabretton.blogspot.com/

Opinião:
A saga de Sugar Maple, da autoria de Barbara Bretton é composta por quatro volumes. “Sonhos Encantados” é o 3º volume desta saga.

No 2º volume “A Magia do Amor”, Chloe trava uma verdadeira luta com Isadora, para proteger a sua cidade e os seus habitantes. Nesta luta surge a alma de Steffie, ou seja, a alma da falecida filha de Luke, o humano que apareceu na cidade e por quem Chloe se apaixonou. Terminada esta batalha, Chloe e Luke estão cientes que saíram vencedores…

Este 3º volume, surge com a notícia de que Sugar Maple desapareceu por completo, enquanto a luta decorria. Perante esta realidade, Chloe, Luke e a sua amiga Hobbs partem em direção a Salem, na esperança de encontrar respostas para o sucedido e na tentativa de descobrirem algo, que os ajude a trazer Sugar Maple de volta.

Até chegarem a Salem, surgem muitos obstáculos pelo caminho. Grande parte deste volume é destinada aos acontecimentos, peripécias, obstáculos que estes três amigos, enfrentam nesta viagem.

Quando finalmente se encontram em Salem, uma famosa cidade que deu abrigo às bruxas. Chloe não é bem recebida, e alguns obstáculos vão surgindo, de forma a incentiva-la a regressar e a desistir. Mas superados estes obstáculos é nesta cidade que Chloe encontra as respostas para o seu dilema, ou seja, para o desaparecimento de Sugar Maple. Nesta cidade Chloe encontra alguém que há três séculos que esperava pela sua chegada, e que tudo lhe transmite para a poder ajudar a recuperar a sua cidade.

Confesso que este volume, não foi muito interessante… A personagem de Luke manteve-se sem grande evolução, quanto à, Chloe também não sofre-o grandes avanços na sua feitiçaria nem no seu poder, apesar de inicialmente termos uma Chloe derrotada e muito deprimida e por fim termos uma autentica guerreira.

Houve uma grande estagnação na fase inicial, ganhado algum ritmo só aquando a chegada deles a Salem e isso talvez tenha desmotivado um pouco.

A escritora mantem o seu humor, como nos habituou nos volumes anteriores, mas, talvez devido ao grande turbilhão de sentimentos e acontecimentos que são vividos neste volume, este não seja, tão divertido e empolgante. Há personagens novas, muitos segredos por desvendar, mas faltou aquele “clique” que faz com que o leitor devore o livro. A capa do livro é linda, aliás das mais bonitas desta saga… mas faltou algo.

Neste volume vamos conhecer Elspeth, que antipatiza muito com Chloe e não lhe facilita a vida. No final é esta senhora que traz uma mensagem muito interessante a Chloe e Luke. É esta mensagem que deixa o leitor com muita curiosidade e aguardar pelo quarto volume desta saga.

Classificação: 4/7 Bom

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"A Gaivota Que Tinha Medo do Mar"

A Gaivota Que Tinha Medo do Mar e Outros Contos
Contos de Eugénia Ponte
Ilustrações de Aurélio Mesquita
1ª Edição – Outubro de 2009
Páginas: 68
Editora: Lugar da Palavra

Esopo na antiga Grécia, e La Fontaine no século XVII, entre outros, partindo de histórias de animais, por eles inventadas, construíram as FÁBULAS que ainda hoje fazem parte do grande património da literatura universal. Maria Eugénia Ponte, partindo de realidades da vida animal, constrói histórias apaixonantes, que nos fazem refletir nos mais diversos problemas da vida. E como se isso não bastasse, conclui cada história com um "pensamento" que é um autêntico guia para uma vida feliz.
Padre José Eduardo Martins
(pároco de Alenquer)
Sobre a Obra e Autora:
Maria Eugenia Ferreira da Ponte
Nasceu na pequena aldeia de Obras Novas, freguesia do Carregado e concelho de Alenquer, no dia 14 de Abril de 1954.
Desde a sua infância que a leitura representa para ela um verdadeiro fascínio e foi esse fascínio que a conduziu ao gosto pela escrita.
Em 2007, editou o romance Desencontros Virtuais.
Mas os contos, em especial os contos infanto-juvenis, foram sempre o género literário que mais a atraiu, devido à grande afinidade que a liga às crianças.
Nunca foi mãe, mas as crianças sempre ocuparam um cantinho especial no seu coração e durante muitos anos foi catequista e orientadora de jovens no âmbito da Igreja Católica.
Informática de profissão, mas de convivência fácil com os mais jovens, sempre admirou outras profissões em que o contacto com a juventude é mais próximo.
Talvez seja por isso mesmo que, agora, se propõe concretizar um projeto antigo, a edição de uma compilação de pequenos contos que intitulou A gaivota que tinha medo do mar e outros contos.
Tendo como base uma curiosidade do comportamento de determinado animal, descreve-a inicialmente como nota didática, depois surge o conto e, no final, uma pequena reflexão adaptada à realidade humana.
Para Maria Eugénia Ponte, entrar no mundo infantil é uma experiencia fascinante e escrever um conto é como vestir a pele de criança e deixar a imaginação voar ao encontro do que é puro, sincero e transparente.

Índice dos contos:
A gaivota que tinha medo do mar
Rainha morta, rainha posta
Por que vais por ai?
Por ti, eu morrerei de amor
O melhor amigo do homem
Querida, já dei à luz os meninos
A rainha das joias
O Canguru que não sabia andar
Ambrósio, meu ouricinho, beija-me de mansinho
Abelha Zena – A procura da nova casa

Opinião:
No início de cada conto a autora escreve uma nota didática sobre o comportamento de determinado animal, aliás, sobre o animal que surge no conto seguinte. Aqui o leitor encontra informações muito interessantes sobre algumas espécies animais. Eu, particularmente aprendi coisas interessantes sobre alguns animais e são informações muito úteis e interessantes para os leitores jovens.

Um livro dedicado à princesinha Leonor (da autora) mas que no meu caso também se aplica à minha princesinha. Foi muito engraçado quando a minha filhota descobriu o nome dela, logo no início… “Mamã este livro é mesmo para mim”. Quanto aos contos, já tive o prazer de lhos ler todos, no geral gostou de todos, mas o favorito foi “O Canguru que não sabia andar” o que me deixou muito sensibilizada, pois ela tem um amigo que é especial, diferente dos outros meninos, o que o torna muito mais especial e sei que este conto foi o seu favorito por essa mesma razão. O conto que ela gostou menos foi “Ambrósio, meu ouricinho, beija-me de mansinho” isto porque, não gostou nada da maneira como os outros animais da quinta trataram este casal de ouriços e os seus filhotes.

Contos para contar e voltar a contar…

De seguida tenho que partilhar alguns dos excertos de reflexão, que o leitor encontra no final de cada conto. Excertos que a autora adapta na perfeição ao ser humano. Transcrevo alguns dos pontos de reflexão, que já li e reli diversas vezes. Aliás, já transcrevi alguns deles para papel e colei no meu monitor… Isto porque, me revi em muitos deles e dai sentir necessidade de os reler em determinados momentos do meu dia… adorei imenso, obrigada Eugénia por esta partilha de conhecimento, sabedoria, carinho… Porque como leitora, foi o que senti.
“Nesta vida quem se eleva acima de todos, mesmo que o não mereça, tem sempre lugar de destaque e é alvo da admiração colectiva.
Em contrapartida, quem se mostra humilde e modesto, é olhado com desprezo e altivez.” Pág.19

“Se somos diferentes, somos olhados com desconfiança e os nossos conselhos e ideias não são tomados em consideração.
Isso entristece-nos e a reação lógica é isolarmo-nos de todos os outros.” Pág. 25

“A amizade, tal como o amor, é um sentimento que só atinge a sua plenitude quando é retribuída.
É um sentimento que implica partilha, que implica reciprocidade.
Amizade não partilhada é como um filme que só o protagonista vê, é como uma flor que nasce debaixo de uma pedra, é como um rio que não corre para a foz…
Amizade unilateral nunca é amizade completa, não se justifica e não serve a felicidade, antes alimenta a tristeza e a dor.
Amizade que não desenvolve amizade é inútil e não faz sentido.” Pág. 37

“Quando discutes assuntos íntimos, não deixes que eles deixem de ser íntimos e passem a ser do conhecimento de toda a gente. É que, assim, estás a dar o direito àqueles que te rodeiam a que opinem sobre a tua vida e tomem decisões que só a ti deviam competir.” Pág. 43

Quando nos orgulhamos de algo que tenhamos feito, pensemos que só tem valor se for partilhado com alguém e que, se o guardarmos só para nós, pode acontecer que isso não passe de uma coisa mesquinha e sem utilidade pois apenas serve a nossa vaidade.” Pág. 49
“Não te angusties inutilmente com o que não consegues fazer ou com o que não és.
Em lugar disso, alegra-te com os dons que possuis, valoriza-os e põe esses dons ao serviço dos outros
… A felicidade não é uma coisa que dependa daquilo que temos, mas daquilo que somos.” Pág. 55

Toda a gente tem os seus defeitos, mas também tem as suas qualidades.
Vamos valorizar as qualidades e compreender os defeitos?” Pág. 67

Blogue da autora:
Maria Eugenia Ponte - Os meus livros - Os Contos

Outras obras da autora:
Abelha Zena, a Rainha Serena
Desencontros Virtuais

Contos que colocam o ser humano a pensar e a refletir, nas suas ações e atitudes do dia-a-dia.

Foi assim:

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Aproveitem a Vida"

Aproveitem a Vida
Autor: António Feio com a colaboração de Maria João Costa
P.V.P.: 14,95€
Data 1ª Edição: 2010
Editora: Livros d'Hoje

Sobre a obra:
Tenho um tumor gigante no pâncreas. Alguns dos tratamentos conseguiram reduzir um pouco o seu tamanho, mas não o suficiente para poder ser operado. Sei bem o que isso significa. Neste momento, e porque não há outra forma, vivo um dia de cada vez. Deixei de fazer planos para a frente. Não sei o que me espera no futuro, mas isso agora também não importa, o que interessa é o aqui e agora.

Ao longo deste quase último ano e meio percebi que o meu estado de saúde deixou de ser um tema que me diz respeito apenas a mim, à minha família, aos meus amigos e àqueles de quem sou próximo. A minha doença deixou de ser apenas um problema que é meu, de alguma forma deixou de me pertencer. E isto sucedeu aos poucos, à medida que a onda de apoio e solidariedade à minha volta foi crescendo e ganhando forma. Assim nasceu a ideia deste livro.

A mensagem principal que quero deixar às pessoas é que se há um problema é preciso resolvê-lo da melhor maneira, há que não ficar quieto, há que tentar de tudo primeiro, nunca desistir. Se as pessoas começarem a parar por um momento para olhar para casos como o meu, ou, simplesmente, para a sua própria vida com olhos de ver, talvez comecem a relativizar os seus próprios problemas e possam perceber o que de facto vale a pena na vida. Talvez assim a consigam aproveitar melhor.

"Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros, apreciem cada momento e agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer..."
"..e as saudades que eu tenho dos tempos em que não tinha saudades de ter saudades. Que saudades!!!!!"

"É importante sonhar, estabelecer metas, ter objectivos na vida, ainda que não os alcancemos. É isso que nos faz avançar, que nos leva mais longe."
Sobre os autores:
António Feio
(Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954 - Lisboa, 29 de Julho de 2010) actor e encenador. Estreia-se aos 11, na peça O Mar, de Miguel Torga, pela mão do encenador Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais. Popularizou-se ao lado de José Pedro Gomes, com a Conversa da Treta. Para além de carreira como actor, desenvolveu uma brilhante carreira enquanto encenador. Algumas das mais importantes foram: A Partilha de Miguel Fallabela; Conversa da Treta de José Fanha (Auditório Carlos Paredes); Popcorn de Ben Elton ao lado de Helena Laureano, Deixa-me Rir de Alistair Beaton, Jantar de Idiotas, O Chato de Francis Veber (Teatro Villaret), Vaise Andando (Auditório dos Oceanos). Deixou-nos a 29 de Julho de 2010, depois de ter travado uma longa luta contra o cancro.

Maria João Costa
(Guimarães, 27 de Outubro de 1976) dirige a chancela Livros d’Hoje. Apesar da sua formação jurídica, decidiu ser jornalista. Primeiro na imprensa, depois na televisão, passando pela RTP e, mais tarde, pela TV Globo, ao tornar-se o rosto do GNT Portugal. Os livros surgiram na sua vida há quatro anos, com o desafio da Dom Quixote para criar uma chancela de actualidade.

Opinião:
É um testemunho de vida, de luta e esperança e mais tarde de aceitação, ideal para pessoas que gostam de histórias verídicas de pessoas lutadoras e inspiradoras.
Apreciei muito o aviso que António Feio faz aos jovens de que se calhar o aparecimento deste cancro foi a consequência de alguns comportamentos na adolescência e ao longo da sua vida, quando se embebedava e fumava demasiado.
O livro é escrito com uma linguagem cuidada, mas o calão não deixa de aparecer em alguns momentos, o que o torna um pouco cómico. Principalmente na parte final do livro, contem textos escritos por ele, anteriores ao conhecimento da doença. Na minha opinião acho que devia ter dedicado algum do seu tempo à escrita, pois tinha provocado muitas gargalhadas nos seus leitores.

Classificação: 5/7 Muito Bom