sexta-feira, 17 de abril de 2009

"P.S - Eu Amo-te"

Durante as últimas férias de verão tive a oportunidade de ler este livro “P.S – Eu Amo-te” de Cecelia Ahern. É uma história de amor muito bonita e que nos faz lembrar o quanto a vida é frágil. Quantos projectos nós fazemos e que podem nunca se concretizar...

A luta de uma mulher para se recompor depois da morte do marido! Muito emocional, romântica e com bons momentos de diversão. Gostei muito.


Fica o resumo:


Holly era uma mulher feliz, tinha os melhores amigos do mundo, o melhor marido do mundo, tinha uma vida perfeita. Mas, a vida prega-nos partidas muito cruéis, e a Holly, a vida, pregou a pior das partidas. Gerry, o seu amado marido, havia falecido há dois meses, devido a um tumor cerebral, e Holly estava despedaçada, sem um motivo aparente para continuar a viver.

No entanto, Gerry, um homem maravilhoso, sabia como Holly ficaria com a sua partida e, antes de falecer, escreveu-lhe uma lista, de nove cartões, cada um com uma mensagem diferente e para um mês diferente. Esta era uma maneira de Holly poder viver com Gerry durante mais um tempo e, para além disto, estas mensagens ajudaram Holly a organizar a sua vida.

De um momento, em que se encontrava perdida e de certa forma moribunda de espírito, Holly, passou a ter um novo emprego, que adorava, conheceu novas pessoas e o mais importante, estava a superar aquela situação, e a viver a sua própria vida, sem Gerry.

Holly mostra-nos que sobreviver a tal perda, é possível, com amigos verdadeiros, com um marido, que apesar de tudo, continuava vivo na sua mente, devido às maravilhosas memórias dos dois. Holly estava, finalmente pronta para seguir em frente, tal como Gerry lhe havia escrito na sua última mensagem:


“Não tenhas medo de te apaixonar outra vez. Abre o teu coração e segue para onde ele te levar… e lembra-te, pede a lua… P.S. Eu amar-te-ei sempre.”


Publicado em 2004, este livro é, neste momento, um dos mais vendidos em Portugal. A história foi transposta em 2007 para as salas de cinema por Richard LaGravenese.


Fica a minha opinião:


Um livro que vale a pena ser lido. Uma história bem imaginada com pormenores e personagens consistentes e fortes. Para os mais “românticos” é um livro a não perder, e uma história de fazer prender as lágrimas.

Já o filme muda o suporte familiar da personagem principal. Faz desaparecer personagens chave, o que leva a que pormenores e detalhes importantes não se percebam no filme. Muda o país, os princípios, a profissão. Faz com que uma viúva que adora completamente o marido vá para a cama com um desconhecido sem qualquer motivo para que tal aconteça quebrando por completo o carácter da personagem do livro. Resumindo um desastre.


Leiam o livro.

(Para a minha Célia desejo horas tranquilas com a minha oferta)
(actualmente tenho na estante o livro "Se me pudesses ver agora" da mesma autora, brevemente espero deixar a minha opinião)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

"A Menina que nunca chorava"

"Quando terminei de ler A Criança que não queria falar

fiquei com vontade de saber o que aconteceu com aquela criança.

Era uma histórica verídica de uma menina de 6 anos,

uma mente brilhante que estava no inicio da vida,

a história não poderia terminar ali.

Efectivamente a história não termina ali

e a continuação está em

A Menina que nunca chorava."


Torey Hayden e Sheyla haviam-se separado ao fim de um ano de ensino especializado que passaram juntas, em que Torey era a professora e Sheyla uma das crianças perturbadas, de seis anos. Tinham sido muito felizes durante esse tempo, e, no entanto a vida separou-as.

Tor tentou manter contacto com a menina, escrevendo-lhe e à professora com quem a ela tinha ficado. Mas, ao fim de algum tempo não sabia nada acerca do paradeiro de Sheyla.


Assim, Hayden seguiu com a sua vida e sete anos depois voltou à cidade onde tinha dado aulas a Sheyla. Torey estava decidida a encontrá-la e conseguiu-o. O reencontro entre as duas não foi o que esperava.

Sheyla estava muito diferente. Tinha catorze anos e uma indumentária estranha, não era mais a menina de seis anos com t-shirt branca e jardineiras de ganga que Torey conhecera e esperava encontrar. A relação entre as duas nada tinha de parecido com a que existia a anos atrás. Era como se Sheyla não reconhecesse Torey e nem sequer se lembrasse dos momentos marcantes que tinham passado juntas


Hayden queria mostrar a Sheyla o livro que havia escrito sobre a sua relação com ela há sete anos atrás, na aula de ensino especializado. Queria saber a sua opinião sobre o mesmo, já que o queria publicar. Sheyla leu-o, mas pareceu-lhe absolutamente estranho, não se lembrava de praticamente nada o que ali era contado e Torey ficou muito desiludida.

Tor trabalhava numa clínica para crianças com problemas e estava a organizar um programa de verão, por isso convidou Sheyla para a ajudar com as crianças e para avivar-lhe a memória das tão boas recordações que tinha dos momentos que passaram juntas. Tudo correu bem durante o projecto. Sheyla afeiçoara-se a um menino em particular, Alejo, por este ter passado por uma vida idêntica à sua.

Num fim-de-semana, em que as duas foram passar juntas, o do 4 de Junho, Torey descobriu exactamente o que tornava tão estranha a forma como Sheyla a tratava. Quando Torey se separou dela, as memórias que tinha da mãe (que a abandonara quando era muito pequena) confundiram-se e julgava ser Torey a mulher que no meio da noite, na estrada, a abandonara.

Mais uma vez, depois do projecto de Verão, as duas separaram-se. O pai de Sheyla tinha sido uma vez mais preso e a rapariga encontrava-se à salvaguarda de um rancho. Torey encontrou-a de novo passados dois anos.


O livro mostra-nos a forma como os fantasmas do passado perseguem as crianças que foram abandonadas, Sheila nunca desiste de tentar encontrar a mãe, sonha com ela e com o momento em que se irão encontrar.


Querida Mãe,

Quero viver contigo, Estou farta de viver com o Pai. Não é que tenha acontecido alguma coisa ruim, porque há muito tempo que nada de ruim acontece, só que fico farta dos seus modos. De me preocupar com ele, de me preocupar com a bebida e de me preocupar com as drogas e de me preocupar com o que vai acontecer com o nosso dinheiro e de me preocupar se se vai meter de novo em sarilhos e de me preocupar com o que me vai acontecer. Quero viver contigo..... "


"Querida Mãe,

A vida está a ser boa para mim. Tenho um grande emprego e o meu próprio apartamento e um cão chamado Mike. Desculpa, já não penso muito em ti. Quero faze-lo, mas não tenho tempo. É pena que nunca me tenhas conhecido. Penso que terias gostado de mim.”


(A minha "macaquinha" ofereceu este livro à Ana Cristina, sua educadora, a ela desejamos horas serenas com a sua leitura)