quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Uma Promessa de Felicidade

Uma Promessa de Felicidade
De Anita Shreve
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 272
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
 
 
Sobre o livro
Margaret e Patrick estão casados há apenas alguns meses quando decidem partir para o Quénia, convencidos de que irão viver uma grande aventura em África. No entanto, Margaret depressa se apercebe de que não conhece os costumes complexos do seu novo lar e tão-pouco o homem que tem ao seu lado.
Quando, certo dia, um casal inglês os convida para escalar o monte Quénia, eles aceitam, entusiasmados, o desafio. Porém, durante a árdua subida, ocorre um terrível acidente e, no rescaldo da tragédia, Margaret ver-se-á enredada numa teia de dúvidas sobre o que se passou realmente na montanha. Estes acontecimentos, que a irão afetar profundamente, terão consequências indeléveis no seu casamento.

Uma Promessa de Felicidade retrata-nos a relação de um casal, o impacto definitivo da tragédia e a natureza esquiva do perdão. Com uma linguagem soberba e uma enorme profundidade, Anita Shreve conduz-nos pelas paisagens exóticas de África, numa viagem até ao interior de nós mesmos.
 
 
 Sobre a autora
Natural do Massachusetts, onde ainda hoje reside, Anita Shreve formou-se na Tufts University, foi professora e acabou por enveredar pelo jornalismo após uma das suas histórias ter ganho o O. Henry Prize, em 1975, escrevendo então artigos para revistas como a Quest, Us e Newsweek. Mais tarde, publicou dois livros de não ficção a partir de artigos publicados na The New York Times Magazine. Em 1989 abandonou o jornalismo e dedicou-se apenas à literatura, alcançando um grande sucesso internacional - as suas obras venderam já mais de 7 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 1998, recebeu o PEN/L.L. Winship Award e o The New England Book Award para ficção.
No catálogo da Porto Editora figuram os romances Testemunho (2010) e A Ilha dos Desencontros (2011).
 
 
Sobre a leitura
É do tipo de leituras que quando descortinada, nos permite mergulhar intensamente numa nova cultura, crua e surpreendentemente real.
A perda da inocência após uma tragédia é o ponto de viragem que provoca uma alteração na vida perfeita das personagens. A subida ao Monte Quénia, tomada como uma diversão torna-se um pesadelo. Margaret é a mais lenta a que tem mais dificuldades, completamente ignorada pelo marido no decorrer do percurso apenas encontra encorajamento em Artur, que pode ou não ter segundas intenções.
Um livro surpreendente com um final inesperado.


quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

"Eclipse"

Livro
Eclipse
Luz e Escuridão
de Stephenie Meyer
Páginas: 512
Editora: Edições Gailivro
Colecção: Mil e Um Mundos

Sinopse:
No silêncio mortífero que se gerou, todos os detalhes começaram a fazer sentido, como se tivesse sofrido um afluxo súbito de compreensão. Alguma coisa que Edward não queria que eu soubesse. Alguma coisa que Jacob não me teria ocultado. Alguma coisa que fazia com que os Cullen e os lobos andassem a vigiar a floresta, movimentando-se perigosamente perto uns dos outros.

Alguma coisa que eu estava à espera há muito tempo. Alguma coisa que sabia que ia acontecer novamente, por muito que desejasse que não acontecesse. Isto nunca vai acabar, pois não?

-Bella?
A voz suave de Edward surgiu por trás de mim. Virei-me para o ver subir agilmente os degraus do alpendre, com o cabelo despenteado por ter andado a correr. Puxou-me imediatamente para os seus braços, como tinha feito no parque de estacionamento e beijou-me.
Aquele beijo assustou-me. Havia nele demasiada tensão, uma intensidade forte demais na maneira como os seus lábios esmagavam os meus – como se ele tivesse medo de que o tempo que tínhamos para estar juntos fosse limitado.

À medida que a cidade de Seattle é devastada por uma série de misteriosas mortes e uma vampira maliciosa continua com os seus planos de vingança, Bella encontra-se mais uma vez rodeada pelo perigo. No meio de tudo isto Vê-se forçada a escolher entre o seu amor por Edward e a amizade com Jacob – sabendo que a sua decisão tem o poder de reacender a luta intemporal entre vampiros e lobisomens. Com o fim da escola a aproximar-se velozmente, Bella tem mais uma decisão para tomar: a vida ou a morte. Mas qual é qual?
Os leitores já cativados por Crepúsculo e Lua Nova vão devorar avidamente Eclipse, o muito aguardado terceiro volume desta fascinante saga.

Opinião:
Em eclipse, a autora reúne os três vértices de um triângulo amoroso deixando que Bella se decida entre os dois amores (Edward ou Jacob).
São páginas e páginas onde Edward e Jacob demonstram o seu amor pela jovem, demonstrações que culminam com um beijo forçado de Jacob e uma ameaça de Edward (uma passagem que é fantástica), Bella praticamente se vê como um troféu enquanto os dois rapazes disputam entre si. Ambos sabem o que querem, no entanto o mesmo não acontece com a personagem principal que fica dividida entre o amor da sua vida e o amor de Jacob. Bella que anteriormente estava decidida a se tornar numa vampira, começa a pensar, chega mesmo a imaginar uma vida totalmente diferente ao lado de Jacob.

Um livro que além de proporcionar capítulos engraçados e divertidos com a disputa do vampiro e do lobisomem pela mortal, ainda nos revela informações surpreendentes sobre o passado de Rosalie e Jasper.
Mas o mais importante é a luta contra Victoria, que finalmente encontra uma forma de apanhar Bella, para vingar a morte do seu companheiro James e o resultado é uma verdadeira guerra entre a alcatéia de Jacob, a família de Edward e o exército vampiresco de Victoria.

Leitura:
Comecei em 05/02/2013 e acabei em 08/02/2013
Pontuação: 5/7 Muito Bom +

Autora
Após o sucesso de Crepúsculo (2005), Meyer expandiu a história em uma série com mais três livros, criando New Moon (Lua Nova/2006), Eclipse (Eclipse/2007), e Breaking Dawn (Amanhecer/2008). Na sua primeira semana após a publicação, a primeira sequência, Lua Nova, estreou em 5º lugar no New York Times Best Seller List for Children's Books e, em sua segunda semana subiu para a 1ª posição, onde permaneceu durante as próximas onze semanas. No total, o segundo livro esteve mais de 50 semanas no New York Times.
Após o lançamento do Eclipse, o terceiro livro da saga de "Twilight", este esteve 143 semanas no New York Times Best Seller list.

Filme

As personagens dos romances de Stephenie Meyer voltaram para aquele que é considerado por muitos a melhor adaptação dos livros ao grande ecrã, com praticamente todos os actores de volta aos seus papéis e um novo realizador, David Slade, que sucede a Chris Weitz, após “Lua Nova”.

É certo que “Lua Nova” foi um filme difícil para quem não é um fã da saga e mesmo alguns fãs de Twilight confessaram ter ficado desapontados com o filme. Mas “Eclipse” é outra história. Slade tentou tornar o filme mais negro e inteligente, mas também tinha uma história melhor para contar. Em “Eclipse” Bella (Kristen Stewart) vai finalmente decidir se quer ficar com o vampiro Edward (Robert Pattinson) ou com o lobisomem Jacob (Taylor Lautner), enquanto os dois rivais - e os respectivos clãs – têm que trabalhar juntos para impedir a reunião de um exército de vampiros controlado pela vingativa Victoria (Bryce Dallas Howard), cujo único objectivo é destruir a rapariga que ambos amam.
 imagens do filme
“Eclipse” é mais divertido que os dois filmes anteriores. Edward comenta a tendência de Jacob em andar de tronco nu, mas Jacob responde-lhe mais tarde com uma das melhores deixas do filme (na “cena da tenda”). Mesmo assim este filme mantém a seriedade dos anteriores.

A “cena da tenda” onde Jacob deve manter uma Bella enregelada quente com o seu calor corporal enquanto Edward se senta ao lado deles teve que ser filmada duas vezes. A ironia, é que os três actores estavam apertados dentro da pequena tenda – o que fez com que estivesse muito calor durante a filmagem da cena, embora fosse suposto acontecer no meio de uma tempestade de neve no cimo da montanha de Washington. Pode ter sido inconfortável, mas é também uma das melhores cenas do filme.



A principal vilã, a Victoria de cabelo flamejante, parece um pouco diferente desta vez. A actriz Rachelle Lefevre, que interpretou o papel nos dois primeiros filmes, não pôde continuar a representar a sua personagem devido a conflitos de agenda. Por isso agora Victoria é interpretada por Bryce Dallas Howard, que tinha sido inicialmente considerada para o papel em “Crepúsculo”. Mas apesar de a filha do realizador Ron Howard ser naturalmente ruiva, usa uma peruca em “Eclipse”.


Opinião:“Eclipse” é dos três filmes já lançados o que tem mais acção e talvez mais humor. Se não é um fã da saga, este pode ser o filme que mais o surpreenda pela positiva.

terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

"Lua Nova"

Livro

Lua Nova
Luz e Escuridão
de Stephenie Meyer
Páginas: 514
Editora: Edições Gailivro
Colecção: Mil e Um Mundos

Sinopse:
Eu sabia que ambos corríamos perigo de vida. Mesmo assim, naquele instante, senti-me bem. Completa. O coração batia aceleradamente e o sangue corria-me, quente e veloz, nas veias. Os meus pulmões encheram-se do doce aroma que emanava da sua pele.
Era como se nunca tivesse havido um buraco no meu peito. Sentia-me óptima – não curada, mas como se nunca tivesse existido qualquer ferida.

Senti-me como se estivesse aprisionada num daqueles pesadelos aterradores, nos quais temos de correr, correr até os pulmões rebentarem, mas não conseguimos fazer o nosso corpo deslocar-se com rapidez suficiente…
No entanto, não se tratava de sonho nenhum e, ao contrário do que acontecia naquele tipo de pesadelos, eu não fugia para salvar a minha vida; corria para salvar algo infinitamente mais precioso. A minha própria vida pouca importância tinha naquele dia.

Para Bella Swan, existe algo mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Porém, estar apaixonada por um vampiro é mais perigoso do que alguma vez ela poderia imaginar. Edward já salvou Bella das garras de um vampiro maléfico, mas agora, à medida que a sua destemida relação ameaça tudo o que se encontra por perto e todos os que lhes são queridos, eles apercebem-se de que os seus problemas podem estar apenas a começar…

“Os fãs irão saborear esta aventura e ansiar por mais.”
Booklist

“Desde a capa até ao final, os fãs de vampiros consumirão vorazmente este intenso volume de uma só vez, voltando ao inicio para depois o devorarem de novo. Mantém um ritmo vivo e um equilíbrio quase genial entre o romance e a acção de contar a respiração.”
VOYA

“Lua Nova mais do que alimentar os desejos ardentes de sangue dos fãs do primeiro volume, deixa-nos sem fôlego para o terceiro.”
School Library Journal

“Uma leitura comovente e vibrante… Esta história de amantes torturados por demónios seduz.”
Kirkus Reviews


Autora:
Nasceu em 1973 em Connecticut, mudando-se quatro anos mais tarde para Phoenix(Arizona), onde ainda habita. É a segunda de três raparigas e tem ainda três irmãos mais novos.
Frequentou a escola em Scottsdale, Arizona. Recebeu o National Merit Scholarship e usou-o para pagar a sua formação na Brigham Young University(Provo, Utah) em Inglês.
Casada há dez anos e meio com Pancho (o verdadeiro nome é Christiaan), tem três filhos: Gabe de 8 anos, Seth de 5 anos e Eli de três anos.

Legiões de leitores, arrebatados por Crepúsculo, bestseller do New York Times, continuaram ansiosos pela continuação da história dos amantes perseguidos pela má sorte, Bella e Edward.
Em Lua Nova, Stephenie Meyer assina uma nova e irresistível combinação de romance e suspense, com um toque de surpreendentes reviravoltas, esta saga amorosa de vampiros caminha, a passos largos, para a imortalidade literária.


Opinião:
Lua Nova continua onde Crepúsculo acabou. A historia da relação de Bella, a simples humana com Edward, o bonito vampiro, continua… mas não por muito tempo. È no aniversario de Bella que tudo acontece, quando um dos irmãos de Edward ( Jasper Cullen) quase ataca Bella por esta se ter cortado e mostrado sangue ao mesmo. Isso foi fatal para Edward que só quer a segurança da sua namorada.

Lua Nova não me causou o mesmo impacto que crepúsculo o primeiro livro da série. Talvez porque, o leitor já está familiarizado com as personagens e conhece as suas manhas.

Mas este volume tem um poder maior de nos envolver na história, como se realmente estivéssemos na trama e sentíssemos as emoções. Mesmo assim acho que faltou uma dose maior de emoção em alguns pontos da história, como por exemplo, no momento em que Bella reencontra Edward.

Um livro que saiu um pouco daquela fantasia inicial de crepúsculo, onde durante 400 página o atencioso vampiro Edward não aparece, além disso Bella aprofunda a sua amizade com Jacob o que pode cansar e desiludir o leitor.

O meu excerto preferido:
“O tempo passa. Mesmo quando tal parece ser impossível. Mesmo quando cada tiquetaque do ponteiro dos segundos dói com o palpitar do sangue sob a ferida. Passa de forma irregular, em estranhos, avanços e pausas que se arrastam. Mas, lá passar, passa.”
pág. 93
Leitura:
Comecei em 02/02/2013 e acabei em 05/02/2013
Pontuação: 4/7 Bom +

Filme

Lua Nova (2009), filme baseado no livro Lua Nova, segundo volume da saga Crepúsculo, criada pela escritora Stephenie Meyer. Película dirigida por Chris Weitz e estrelada por Kristen Stewart (Bella Swan), Robert Pattinson (Edward Cullen) e Taylor Lautner (Jacob Black), entre outros.
Lua Nova começou a ser gravado no Canadá em Março, e em Maio, o elenco viajou para a Itália, para gravar uma das cenas principais do filme, quando Isabella vai atrás de Edward, que fugiu para protege-la.

imagens do filme
Opinião do filme:
Assim como o livro, Lua Nova foi o filme que ficou mais aquém das minhas expectativas, mesmo assim, e neste caso, gostei muito mais do filme do que do livro
O filme Lua Nova retrata todo o amor impossível entre uma mortal e um vampiro, uma história eletrizante que cativou e continua a cativar milhares de pessoas, se ainda não viu vale a pena ver, apesar de ser um filme um pouco melancólico, por se tratar da separação do casal,


"Crepúsculo"

Livro

Crepúsculo
Luz e Escuridão
de Stephenie Meyer
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 480
Editor: Edições Gailivro
Coleção: Mil e Um Mundos

Sinopse:
Em três pontos, eu estava absolutamente segura. Em primeiro lugar, Edward era um vampiro. Em segundo lugar, uma parte dele - e eu não sabia qual era o poder dessa parte - ansiava pelo meu sangue. Por fim, em terceiro lugar, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.

Nunca reflectira longamente sobre a forma como morreria – ainda que, ao longo dos meses anteriores, tivesse tido motivos de sobra para tal -, mas, mesmo que o tivesse feito, jamais teria imaginado que seria assim. (…) Era decerto uma boa maneira de morrer: morrer no lugar de alguém, de alguém que eu amava.

Chegava mesmo a ser nobre. Esse facto deveria ter alguma importância.

Quando Isabella Swan se muda para Forks e conhece o misterioso e cativante Edward Cullen, a sua vida sofre uma viagem emocionante e aterradora. Com pele de porcelana, olhos dourados, voz hipnotizante e dons sobrenaturais, Edward revela-se tão irresistível como impenetrável. Até ao momento, Edward conseguira esconder a sua identidade verdadeira, mas Bella está determinada em desvendar o seu segredo obscuro.

O que Bella não compreende é que, quanto mais se aproxima dele, mais perigo cria para si e para os que a rodeiam. E pode ser demasiado tarde para voltar atrás…
Profundamente sedutor e extraordinariamente carregado de suspense, Crepúsculo enredará os leitores até ao virar da última página.

"Impulsionado por suspense e romance em igual medida, (esta história) fará com que os leitores voltem freneticamente as páginas desta viciante estreia de Meyer."
Publishers Weekly

"O factor-perigo do romance dispara à medida que a adrenalina de um amor secreto e de um afecto calado se transforma numa corrida aterradora para a sobrevivência..."
School Lidrary Journal

"Na tradição de Anne Rice... este tomance é fascinante."
Booklist

Opinião:
Um livro que poderia ser como qualquer outra história não fosse o elemento irresistível ser o objecto da paixão da protagonista, que é um vampiro. Neste sentido, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito mistério e o resultado é o leitor se deparar com uma leitura de tirar o fôlego, perante um romance repleto de angústias e incertezas da juventude, nomeadamente o arrebatamento, a atracção, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos.

Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks, o último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com a sua constrangedora falta de coordenação motora e habituar-se a morar com o seu pai com quem nunca conviveu muito. Mas no seu destino, aparece Edward Cullen. Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante.

Bella apaixona-se completamente. Edward, no seu melhor estilo de "amor proibido", alerta Bella, de que ele é um enorme risco para ela. Ela é uma rapariga incomum, sem receios, nem medo do desconhecido. Ele é um vampiro, lindo, educado, simpático.

Ambos precisam controlar os seus sentimentos e emoções, ela precisa aprender a controlar o seu corpo quando ele lhe toca. Ele, por sua vez, tem de controlar a sede que sente pelo sangue dela. No meio de descobertas e muitos sobressaltos, Edward é muito perigoso para Bella, mas é um perigo que qualquer rapariga/mulher escolheria correr.

"Crepúsculo" é um livro adorável, com um encanto muito próprio.
O fim da história, depois de aparecerem os vampiros James, Laurent e Victoria é pura emoção, uma descarga enorme de ritmo.
É viciante, foi capaz de me impressionar, à medida que ia lendo, cativa de tal modo que cheguei ao fim com um suspiro, a ansiar!

O meu excerto preferido:
" (...)Foi ali, sentada no refeitório, tentando conversar com sete estranhos curiosos, que eu os vi pela primeira vez.
Estavam sentados no canto do refeitório, à maior distância possível de onde eu me encontrava no salão comprido. Eram cinco. Não estavam conversando e não comiam, embora cada um deles tivesse uma bandeja cheia e intocada diante de si. Não me encaravam, ao contrário da maioria dos outros alunos, por isso era seguro observá-los sem temer encontrar um par de olhos excessivamente interessados. Mas não foi nada disso que atraiu e prendeu minha atenção.
(...) Senti uma onda de pena, e também alívio. Pena porque, apesar de lindos, eles eram de fora, e claramente não eram aceitos. Alívio por eu não ser a única recém-chegada por aqui, e certamente não ser a mais interessante, por qualquer padrão."

Leitura:
Comecei em 29/01/2013 e acabei em 31/01/2013
Pontuação: 6/7 Excelente
 
Autora
Stephenie Meyer nasceu na véspera de Natal, em Hartford, Connecticut, mas vive em Phoenix, no estado do Arizona desde os quatro anos de idade. É lá que vive com o seu marido e os seus três filhos. Licenciou-se em Literatura Inglesa, pela Brigham Young University. Após a publicação do seu primeiro romance, Twilight (entre nós publicado com o titulo Crepúsculo), Stephenie Meyer foi considerada "como uma das mais promissoras novas escritoras de 2005" (Publishers Weekly). O seu romance de estreia foi bem recebido pela critica tendo conseguido várias distinções entre as quais se destacam: A New York Times Editor's Choice; A Publishers Weekly Best Book of the Year, Amazon "Best Book of the Decade...So Far". Sem dúvida um romance de qualidade, já traduzido, até agora, em 20 línguas.

Parte de entrevista
Escreveu “Crepúsculo”, o seu primeiro livro, porque sonhou com um vampiro, não foi?
STEPHENIE MEYER- “Crepúsculo” foi inspirado por um sonho muito vívido que tive em Junho de 2003, que está transcrito no capítulo XIII do livro – é a cena no prado [quando Bella e o vampiro Edward conversam]. Eu estava tão envolvida naquele sonho que senti a compulsão de o preservar, e foi isso que fez com que começasse a escrever. Quando acabei de registar os acontecimentos desse sonho, quis saber o que ia acontecer àquelas duas intrigantes personagens, por isso continuei a escrever.

Ainda lhe acontece ter sonhos com outros personagens? Isso faz parte do seu processo criativo?
R.- Nunca mais tive um sonho como aquele, mas também não precisei. O que acontece é que quando tenho personagens interessantes com personalidades fortes, as histórias tendem a escrever-se sozinhas. À medida que explorava o que iria acontecer a Bella e a Edward, as suas famílias e os seus amigos ganhavam vida e isso trouxe-me mais personagens com outros conflitos interessantes para resolver. As personagens realmente ganham vida própria; o problema não é arranjar mais histórias, o problema está em moldá-las numa determinada direcção.

Também já disse várias vezes que a música tem um papel fundamental quando está escrever.
R.- É uma ferramenta essencial para mim. Procuro músicas que se encaixem naquilo que estou a escrever. Ajudam-me a não me distrair e a conseguir atingir o tom emocional certo. A minha banda favorita – enquanto escrevo –, são os Muse. Algumas cenas dos meus livros não existiriam se não existissem algumas das canções dos Muse.

Foram-lhe sugeridas muitas modificações no manuscrito que acabou por vir a ser publicado como “Crepúsculo”?
R.- Tanto o meu agente como o meu editor me sugeriram centenas de modificações no meu manuscrito original. Eu era uma escritora inexperiente e tinha muito que aprender. Sinto que a minha escrita melhorou muito nos últimos cinco anos, e espero que continue sempre a melhorar de livro para livro.

O título original do manuscrito não era “Crepúsculo/Twilight”, pois não?
R.- Eu tinha-lhe chamado “Forks” – gostei da ideia de brincar com o nome da cidade onde tudo se passava e que sugerisse uma escolha, a “fork in the road” (uma bifurcação na estrada) – mas o meu agente rapidamente me informou que esse título tinha que ser mudado. “Twilight” acabou de ser escolhido a partir de uma lista de títulos que fiz em “brainstorming”. Não era o título perfeito, mas pareceu-me dar a atmosfera certa.

Uma das particularidades de “Crepúsculo” é a história ser contada do ponto de vista de Bella, a heroína feminina.
R.- Na altura pareceu-me ser a única escolha possível. Eu era uma escritora completamente inexperiente e a história de Bella era aquela com a qual eu tinha alguma familiaridade. Sou uma mulher, sou humana – estes factos deram-me o ponto de partida. Podia colocar-me na sua posição.


Filme
Crepúsculo é um filme de 2008, dirigido por Catherine Hardwicke, adaptado do primeiro livro da série homônima de Stephenie Meyer .

Elenco do filme:
Kristen Stewart como Isabella "Bella" Swan, uma garota de 17 anos que se muda para a pequena cidade de Forks.
Robert Pattinson como Edward Cullen, um vampiro de 109 anos que aparentará ter 17 para sempre. Ele tem o dom de ler mentes, assim como força e velocidade sobre-humanas
Peter Facinelli como Carlisle Cullen, um compassivo vampiro de 364 anos que aparenta ter 23. Ele trabalha como médico em Forks e é a figura paterna da família Cullen
Elizabeth Reaser como Esme Cullen, a esposa vampira de Carlisle e figura materna dos Cullen
Ashley Greene como Alice Cullen, uma vampira que pode ver o futuro baseado nas decisões que as pessoas tomam
Jackson Rathbone como Jasper Hale, um vampiro que pode manipular as emoções da pessoas. Entre os Cullen, ele é o que mais tem dificuldade em não ingerir sangue humano. É parceiro de Alice
Nikki Reed como Rosalie Hale, vampira descrita no romance como a pessoa mais bonita do mundo
Kellan Lutz como Emmett Cullen, o mais forte e musculoso vampiro da família. É parceiro de Rosalie
Billy Burke como Charlie Swan, pai de Bella e chefe da polícia de Forks

Edward e Bella
Familia de Edward

Vampiros nômades (personagens importantes no desenrolar dos acontecimentos)
Cam Gigandet como James, o líder de um grupo de vampiros nômades que tenta matar Bella. Ele é um talentoso rastreado
Rachelle Lefèvre como Victoria, parceira de James que o ajuda a procurar Bella
Edi Gathegi como Laurent, o mais civilizado membro do grupo

James, Laurent e Victoria

Opinião do filme:
Adorei o filme, todos os momentos vividos na escola secundaria, as primeiras palavras trocadas entre Bella e Edward, simplesmente mágnifico. Apesar de um filme já ser bastante longo, eu queria mais... Queria ver todos s pormenores com que vibrei na leitura do livro. Mas sem dúvida um dos melhores filmes para mim, talvez por ser o inicio de tudo.
Classificação: 6/7 Excelente

sábado, 2 de Fevereiro de 2013

"A Esperança Reencontrada"

A Esperança Reencontrada
de Andrew Mark
Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 246
Editor: Editorial Presença
Coleção: Grandes Narrativas
Titulo original: Home Remedies

Sinopse
Ben Minor, ex-estudante de medicina, decide abandonar Nova Iorque, deixando todos os seus problemas e passar umas férias nas montanhas a norte do país. O destino acaba por detê-lo em Cottage Mills, uma pequena localidade entre o Maine e o Canadá, onde casualmente conhece Annie – uma mulher que lhe mostra como é possível levar uma vida mais simples. Gradualmente, os laços entre ambos vão-se estreitando e Ben começa a sentir-se cada vez mais intimamente ligado àquele lugar e àquela mulher. No entanto, nem tudo podia ser perfeito. Ben descobre que Annie se encontra gravemente doente: o linfoma de que padecera há alguns anos, e que pensara ter ficado curado, voltou a aparecer. Annie, cansada de ser submetida a terapias invasivas, recusa-se a receber tratamento, mas Ben, com todo o seu amor, consegue convencê-la a não desistir. Este livro revela-nos a extrema importância da dimensão afectiva. E esse bálsamo, que é a profunda empatia entre dois seres, acabou por ser o melhor medicamento que Annie jamais conhecera...
 
Andrew Mark cresceu na Europa e na Ásia e estudou Antropologia no colégio de Connecticut. Mestrou-se em Belas Artes na Universidade da Colômbia e foi redactor em revistas como a New York, Entertainment Weekly e Omni. Actualmente vive no Maine com a mulher, Kelli Pryor, igualmente escritora. Este é o seu segundo romance, tendo já publicado Começar de Novo.

Excertos
"... as emoçoes eram simplesmente a interpretação que o cérebro faria da nossa fisiografia exterior. Por outras palavras, as lágrimas surgiam primeiro, dando depois lugar à tristeza. Sentimos medo porque estamos a tremer e o nosso coração a bater? Em que medida são as emoções processadas ou trata-se simplesmente da nossa mente consciente interpretando uma reacção inconsciente?"
pág. 206

"Como estaríamos sem os desafios que nos surgem das sombras? Como seríamos, se as nossas vidas flutuassem numa felicidade fácil?"
pág. 234
"Estavam entrelaçados agora como os fios de uma corda. E foi então que Ben percebeu que os médicos podiam aprender algo com os poetas: era o amor que suavizava a dor da vida. Era a única coisa que tornava a vida suportável. E esse bálsamo era o melhor medicamento que Ben jamais conhecera."
pág. 245

Opinião
Ben, deixou o seu curso de medicina para se dedicar aos pais, quando estes estavam nos seus últimos dias de vida, lutando contra doenças fatais. Tudo faz para lhes proporcionar mais uns anos de vida, mas sem grande sucesso. Após a partida de ambos, Ben decide fazer uma viagem, para descansar e esquecer um pouco a sua dor, mas na verdade nunca chega ao seu destino. Durante a sua viagem, depara-se com um acidente de viação e aplicando os seus conhecimentos de medicina, faz tudo para salvar uma das vítimas do acidente. É assim que todos começam a pensar que ele é médico, e a solicitar os seus serviços, levando a que Ben permaneca naquela pequena localidade e nunca mais recomeçe a sua viagem com destino à estância de esqui para onde se deslocava inicialmente. Nesta localidade conhece Annie e a sua adorável filha e tudo muda na sua vida, porque também Annie enfrenta graves problemas de saúde.

Este livro mostra a extrema coragem e o verdadeiro amor que Ben sentia por Annie ao ponto de a conseguir convencer a receber de novo o tratamento.

Classificação: 4/7 Bom
Leitura em: Fevereiro/2013

sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013

"Um Refúgio Para a Vida"

Um Refúgio Para a Vida
de Nicholas Sparks
Mais de um milhão de livros vendidos em Portugal.
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 350
Editor: Editorial Presença
Coleção: Grandes Narrativas

Primeiras páginas

Sinopse
Katie, uma jovem reservada e bonita, vai viver para a cidade de Southport, na Carolina do Norte, onde todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela mulher que parece determinada em encobrir os seus encantos e evitar novos laços afectivos? No entanto, e apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada por um amor que se desvirtuou e que tem de aprender a lidar com as suas sequelas se quiser voltar a amar.


Nicholas Sparks nasceu em 1965 em Omaha, Nebraska. Cresceu em Fair Oaks na Califórnia e vive actualmente na Carolina do Norte com a família. Foi durante algum tempo delegado de informação médica até que Theresa Park, agente literária, decidiu começar a representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance O Diário da Nossa Paixão (The Notebook) à Warner Books. O sucesso foi imediato e a obra permaneceu durante 56 semanas consecutivas nos tops americanos. Seguiram-se livros como As Palavras que Nunca te Direi (Message in a Bottle) e Um Momento Inesquecível (A Walk to Remember), Corações em Silêncio (The Rescue) também eles sucessos editoriais de grandes proporções, tendo o primeiro sido adaptado para versão cinematográfica pelo próprio autor. Considerado o golden boy da ficção comercial americana é um autor consagrado internacionalmente pelo público.


Opinião
Um livro sobre um tema intenso mas com um toque doce. Com bons diálogos, uma história que se desenrola com rapidez e um conjunto de relevações que apimentam a curiosidade do leitor foi um livro que me conquistou e surpreendeu.

A violência doméstica perpetrada pelo marido faz Katie fugir com a roupa que tem no corpo e algum dinheiro que foi amealhando ao longo do tempo em que tomou a decisão de fugir. É assim que chega à pequena localidade Southport até arranjar emprego no snack bar Ivan’s. Nesta pequena cidade refaz a sua vida, mas sempre com medo que o seu marido a venha a descobrir. Este é sempre o receio das vítimas de violência, que mesmo fugindo do seu agressor continuam a sentir-se perseguidas para serem novamente maltratadas.

Todas as personagens são construídas como se de pessoas reais se tratassem, mas o que mais me impressionou foi Kevin e os seus raciocínios confusos e dementes que eram, em simultâneo, focados e concisos. Não é difícil colocarmo-nos no papel de Kevin e, ao mesmo tempo, termos a certeza de que ele é um indivíduo doente.

Foi uma leitura incrível, emocionante e cativante. Um livro que não se consegue parar de ler e com um final lindo. Apaixonamo-nos rapidamente pelas personagens fortes e marcantes, sofremos e rimos com tudo o que vão vivendo. Uma história muito bonita, que aborda vários temas, desde violência doméstica, recomeço de vida, paixão, violência, insegurança, etc...

Mais um livro que não vai desiludir os seus fãs e com um final surpreendente.
 
Classificação: 6/7 Excelente
Leitura em: Fevereiro/2013