terça-feira, 3 de janeiro de 2012

As Cinco Linguagens do Amor das Crianças


As Cinco Linguagens do Amor das Crianças
Descubra a principal linguagem do amor do seu filho
de Ross Campbell, Gary Chapman
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 250
Editor: SmartBook

Sinopse:
Cada criança, como qualquer adulto, exprime e recebe melhor o amor através de um dos cinco diferentes estilos de comunicação. Tal verdade pode virar-se contra os pais que falam linguagens diferentes dos seus filhos. Contudo, quando devidamente preparados, as mães e os pais podem utilizar esta informação para os ajudar a satisfazer as necessidades emocionais mais profundas dos seus filhos.

Descubra a principal linguagem do amor do seu filho:
Tempo de Qualidade
Palavras de Apreço
Presentes
Actos de Servir
Contacto físico

E aprenda o que pode fazer para transmitir de forma eficaz sentimentos de respeito, afecto e compromisso incondicionais que têm eco na alma do seu filho através de As Cinco Linguagens do Amor das Crianças.

Ler excerto

Sobre a Obra:
A primeira linguagem é aquela que aprendemos com os nossos familiares e amigos durante a infância. Crianças que não se sentem amadas desenvolvem uma linguagem distorcida e para se tornarem boas comunicadoras terão um pouco mais de dificuldades, porque têm que limpar crenças e emoções conflituantes, ao passo que crianças que se sentem amadas, têm uma primeira linguagem mais segura e saudável.
Psicólogos concluíram que sentir-se amado é a principal necessidade do ser humano. Dr. Cross Campbell, especialista em psicologia infantil, diz que diversos problemas de comportamento de uma criança, adolescente ou adulto provêm do seu "depósito emocional" se encontrar vazio.
Exemplo: muitos pais providenciam tudo aos seus filhos, em termos materiais, mas não percebem a enorme carência emocional que pode existir neles; então, quando essa criança cresce e fica adulta, começa a projetar suas carências nos relacionamentos (paixões, casamento) que temporariamente suprem essa necessidade.

LINGUAGEM DE AMOR - Palavras de Apreço
Palavras de Apreço são palavras de elogio, incentivo e encorajamento. Algumas pessoas se sentem amadas quando as ouvem. As crianças também. Podemos dizer que fica mais fácil identificar na criança a Linguagem de Amor dela a partir dos 5 ou 6 anos de idade. Ela gosta de mostrar o que fez ou como está vestida para receber um incentivo ou elogio. Ela gosta de ouvir: Que desenho lindo! Como estás bonita! Que menino forte! Como pulas alto!
Uma criança em que a sua principal linguagem do amor é “Palavra de Apreço” e ouve dos seus pais palavras que a humilham, ela como todas as outras crianças não se sentirá amada, mas para ela o peso dessas palavras será muito maior. Palavras como: Tu és feia! Tu nunca serás nada! Tu és uma menina preguiçosa e lenta! Tu és gorda! São frases pejorativas que não levam a lugar nenhum! As palavras utilizadas de forma negativa servem para que a criança se sinta rejeitada, menosprezada, desaprovada e sinta a indiferença.
As Palavras de apreço, servem para alcançar o coração da criança com o intuito dela se sentir amada. Se você tem um filho(a) com palavras de apreço não perca tempo e aproveite as oportunidades para dizer o quanto o ama, que está feliz por tê-lo por perto e elogie situações que ele faz que lhe agrade e que muitas vezes passam despercebidas, porque assim ele se sentirá motivado em continuar a fazê-las! Afinal quem é que não gosta de um elogio?

LINGUAGEM DE AMOR – Presentes
Quem não gosta de ganhar presentes? Como diz o autor Dr. Gary Champan : "Sou formado em antropologia, o estudo das culturas. Até hoje, ninguém encontrou uma cultura em que presentear não seja uma expressão de amor."
Um presente diz: "Essa pessoa estava pensando em mim. Olha o que ela comprou para mim".
A criança que tem a Linguagem do amor “Presentes”, não se importa com o valor do presente, mas sim, por se terem lembrado dela. É aquela criança que dá valor ao embrulho e o abre devagarinho porque o próprio embrulho para ela já é um presente. Conseguimos ver nas crianças esta linguagem do amor, quando elas com frequência fazem desenhos para oferecer como presente, aparecem com uma flor para nos oferecer ou criam carrinhos com rolo de papelão e botões para oferecer como presentinho.

LINGUAGEM DE AMOR - Actos de Servir
Para alguns adultos, fazer algo por eles é uma profunda expressão de amor. Preparar as suas refeições, lavar a loiça, aspirar, lavar e passar a roupa, limpar o wc, visitá-los quando estão doentes – todas estas tarefas são “Atos de servir”.
Se o seu filho(a) tem como principal linguagem do amor “Atos de Servir”, certamente ficará muito feliz se o ajudar na realização dos TPC. Não é fazer os trabalhos de casa por ele, mas sim, sentar-se ao seu lado e ajudá-lo, conferir os trabalhos que esta a fazer e perguntar-lhe se precisa de ajuda ou de alguma explicação.

LINGUAGEM DE AMOR - Tempo de Qualidade
Todo ser humano precisa de tempo dedicado exclusivamente a si mesmo. Com as crianças em que a sua principal linguagem do amor é “tempo de qualidade” não é diferente, pode ser 5 ou 15 minutos diários, mas que sejam minutos dedicados a 100%. Prestar total atenção às palavras do seu filho, olhar para ele olhos nos olhos, ouvi-lo e conversar com ele. Desligar a TV, colocar o livro de lado, deixar o jantar para fazer mais tarde… E, tirar minutos de qualidade com o seu filho, brincar com ele, sem estar a pensar noutras tarefas. Para estas crianças é muito importante que os pais realmente lhes dediquem minutos de atenção a 100%, ou seja, com muita qualidade.

LINGUAGEM DE AMOR – Contacto físico
De acordo com várias pesquisas, bebes tocados com afeto são emocionalmente mais saudáveis do que bebes privados desse toque. O mesmo se aplica a todos nós. Um aperto de mão, um abraço, uma palmadinha nas costas enche o depósito emocional de muitas pessoas solitárias. A criança que tem como sua principal linguagem do amor o “contato físico”, quando reencontra, no final do dia, os seus progenitores não vai querer simplesmente um beijinho, mas sim um grande abraço apertadinho. Estas crianças adoram festinhas na cabeça, nas costinhas, andam sempre aos abracinhos e aos beijinhos. Uma palmadinha dada no momento certo, como muitos defendem, não faz mal a ninguém. Mas, essa mesma palmadinha, dada a uma criança em que a sua principal linguagem é o “contacto físico” pode provocar danos muito graves, ou seja, muita raiva e frustração.

Sobre os Autores:

Gary Chapman
Desde a década 1970, o dr. Gary Chapman vem investindo no estudo de como potencializar o mais nobre dos sentimentos em relacionamentos afetivos. Autor do celebrado best-seller As cinco linguagens do amor, traduzido para 32 idiomas, Chapman bate na seguinte tecla: "o amor não depende exclusivamente das emoções. Amor é o que você faz e diz, não apenas o que você sente".

Há décadas o dr. Chapman viaja pelo mundo desafiando casais a buscar saúde emocional para seus casamentos. Seu primeiro livro Toward a growing marriage [Rumo a um casamento maduro], de 1979, foi baseado em um curso que ele ministrou a casais com os quais trabalhava em sessões de aconselhamento. O livro virou um grande sucesso e projetou Chapman como conselheiro familiar.

Desde 1979, "Doutor Casamento" já escreveu mais de 30 livros, todos sobre relacionamento afetivo, o que faz de Chapman um dos maiores autores mundiais no gênero. Prova da atualidade e perenidade dos conceitos criados por ele foi a publicação do livro As cinco linguagens do amor. Lançado em 1992, ainda hoje aparece na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times.


Ross Campbell

M.D. (Mestre de Divindade) é psiquiatra e atende adultos, adolescentes e crianças. Ross é também um autor e palestrante renomado na área de relacionamento entre pais e filhos. Fundador e ex-presidente do Southeastern Counseling Center em Chattanooga, Tennessee, o Dr. Campbell é também professor de pediatria e psiquiatria clínica da Faculdade de Medicina do Tennessee. Ele e sua esposa Pat têm quatro filhos adultos e um neto.

Opinião:
Contrariando a ideia de que o amor tem linguagem única e universal, este livro vem demonstrar que as pessoas sejam adultas ou crianças, tem diferentes maneiras de amar e serem amadas. Cada um a seu modo, fala uma linguagem diferente para expressar o que sente pelas outras pessoas.
Um livro com uma abordagem psicológica bem interessante, que é de uma utilidade brutal para lidar com pessoas, sejam filhos ou outras pessoas próximas.
Este livro é, sem dúvida, um ótimo presente a qualquer pessoa que tenha filhos. Altamente recomendável,

Classificação: 6/7 Excelente




sábado, 31 de dezembro de 2011

Balanço de 2011


1 - Lua-de-Mel em Paris de Elizabeth Adler - 3/7 Razoavel
2 - A Prenda de Cecelia Ahern - 4/7 Bom
3 - Segredos do Passado de Deborah Smith - 6/7 Excelente
4 - O Beijo da Meia-Noite de Lara Adrian - 5/7 Muito Bom
5 - A Casa da Rua da Esperança de Danielle Steel - 4/7 Bom
6 - Vento Suão de Rosa Lobato de Faria - 5/7 Muito Bom
7 - Onde Está o Branco em Ti? de Ricardo Antunes - 5/7 Muito Bom
8 - As Gémeas no Colégio de Santa Clara de Enid Blyton - 3/7 Razoável
9 - Feitiços de Amor de Barbara Bretton - 4/7 Bom
10 - Os Náufragos do Amor de Rui Araújo - 3/7 Razoável
11 - Uma Noite em Nova Iorque de Tiago Rebelo - 3/7 Razoável
12 - Para Ti, Uma Vida Nova de Tiago Rebelo - 4/7 Bom
13 - Milagre em Nova Iorque de Luanne Rice - 5/7 Muito Bom
14 - Uma Rapariga dos Anos 20 de Sophie Kinsella - 5/7 Muito Bom
15 - Amor e chocolate de Dorothy Koomson - 4/7 Bom
16 - Perfume de Paixão de Jude Deveraux - 5/7 Muito Bom
17 - A Árvore dos Segredos de Sarah Addison Allen - 5/7 Muito Bom
18 - A Dança das Borboletas de Poppy Adams - 3/7 Razoável
19 - O Beijo Carmesim de Lara Adrian - 5/7 Muito Bom
20 - A Ilha dos desencontros de Anita Shreve - 4/7 Bom
21 - Educar sem Bater de Luís Maia - 6/7 Excelente
22 - A Cor da Paixão de Sveva Casati Modignani - 6/7 Excelente
23 - Escândalo de Penny Vincenzi - 5/7 Muito Bom
24 - A Siciliana de Sveva Casati Modignani - 5/7 Muito Bom

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"A Siciliana "


A Siciliana
Sveva Casati Modignani
Nº págs.: 384

Ela era uma donna d’onore. Ou seja, tinha a Máfia no seu passado…
Na Sicília, uma enigmática freira dá a um jornalista uma entrevista reveladora. O seu nome é Nancy Pertinace e, antes de desaparecer nos confins daquela ilha, era uma das mulheres mais famosas de Nova Iorque, cidade onde contava poder vir a ser mayor. Mas no seu passado pesa a longa sombra da Máfia e no seu presente nem tudo parece claro…
Filha, amante, assassina e mãe, Nancy acaba por descobrir que é impossível fugir aos fantasmas do passado e que terá de enfrentar toda uma história de paixão, intriga e vingança… caso queira tomar de novo as rédeas do seu destino.

A Porto Editora reeditou este livro de sucesso de Sveva Casati Modignani que chegou às livrarias no dia 4 de agosto de 2011.
Este romance, que já foi adaptado à televisão, apresenta-nos Nancy Pertinace. Com uma narrativa empolgante, repleta de emoções fortes.

Sobre a autora:
Reconhecida como a signora do bestseller italiano, com 11 milhões de exemplare vendidos, Sveva Casati Modignani está traduzida em 17 países e é hoje uma das autoras mais populares em Portugal. No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia e O Esplendor da Vida.

Sobre a obra:
Numa pequena vila siciliana, um jornalista pede uma entrevista a uma freira, ela é Nancy Pertinace, outrora figura pública de Nova Iorque e candidata a mayor da cidade. Ao longo de vários dias, Nancy fará revelações surpreendentes sobre o seu passado e sobre os motivos que a levaram a refugiar-se nos confins daquela ilha.
Nancy Pertinance relata que, viu o seu pai ser morto na vez de Frank Latella, um dos grandes nomes da Máfia. Jura vingança pela morte injusta de seu pai. Quase sem querer é acolhida pela família Latella onde cresce e conhece o amor da sua vida. Torna-se numa mulher de princípios, que promete o que cumpre. Apaixona-se perdidamente por Sean, um irlandês bem conhecido no mundo mafioso, desconhecendo que fora ele o assassino de seu pai.
Porém, nem sempre o que é revelado é absoluto e há mais sombras no seu presente do que se possa imaginar….
Classificação: 5/7 Muito Bom

"Escândalo"

Escândalo
de Penny Vincenzi
Edição/reimpressão: 2008
Editor: Edições Asa

Sinopse
Uma história de ascensão e queda, de paixão e abandono, capaz de abalar todas as nossas convicções sobre a vida e sobre nós próprios. Afinal, tem a certeza que sabe como se comportaria se a sua vida mudasse drasticamente? Se o seu futuro estivesse em perigo? Pode, com toda a convicção, dizer o que faria se perdesse tudo?
"Quem poderia imaginar que a conduta de uma empresa, que era, na generalidade, considerada íntegra e nobre, levaria tantas pessoas a uma situação de tanta angústia e até de perigo?"



Penny Vincenzi é uma das mais populares e estimadas escritoras britânicas. Foi jornalista, colaborando em publicações como The Daily Mirror, The Times, Vogue e Cosmopolitan, entre outras, antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro. O seu primeiro romance, Old Sins, foi publicado em 1989, tendo ao longo destes 20 anos construído uma carreira literária de sucesso – os seus livros já venderam mais de quatro milhões de exemplares.
No catálogo da Porto Editora encontram-se publicados os títulos
Cruel Abandono (2009),
O Jogo do Acaso (2010) e
Uma Mulher Diferente (2011).
site da autora

opinião:
Quando pensei em estriar-me nesta autora, resolvi começar pela primeira obra editada em Portugal. Adquiri o livro, XXL por sinal e pensei… vou demorar uma eternidade a ler este livro. No início fiquei muito baralhada com a quantidade de personagens, mas com o decorrer da leitura, todas se foram encaixando. As primeiras páginas são muito descritivas. Todas as personagens são apresentadas, é dado a conhecer ao leitor as suas profissões, as suas famílias e os seus bens matérias, de seguida é o cair das contas bancarias algumas desavenças familiares. Ler este livro, foi como, assistir a uma novela, varias histórias, maneiras diferentes de pensar e de encarrar o dia-a-dia e a realidade. A história vai ganhando asas, o entusiasmo no leitor vai aumentando. O leitor chega a ser confrontado com acontecimentos inesperados, que o levam a acreditar que são irreais até ao final da leitura. Foi a minha estreia, mas não será a ultima, gostei imenso e fez-me refletir muito no dia-a-dia, principalmente nos bens matérias e no consumismo…

classificação: 5/7 Muito Bom

domingo, 4 de dezembro de 2011

" A Cor da Paixão"

A Cor da Paixão
de Sveva Casati Modignani
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 400
Editor: Edições Asa
Coleção: Romance

Uma história intensa e vibrante, dominada por uma protagonista corajosa e inesquecível.
 
Vermelho coral: uma cor que fala de paixão. Como aquela que percorre esta história intensa, dominada por uma protagonista determinada a concretizar os seus sonhos sem se trair a si própria. Na Milão do pós-guerra, Liliana Corti e os seus três irmãos crescem no seio de uma família singularmente unida. Dos pais aprendeu a manter a dignidade e a reivindicar os seus direitos numa sociedade que menospreza os seus elementos mais fracos. No entanto, os tempos estão a mudar e rapidamente chegam os anos do boom económico, da contestação, os dias negros do terrorismo, das relações privilegiadas entre a política e os negócios…

Liliana, com empenho e sacrifício, constrói uma carreira profissional brilhante, que consegue conciliar com a vida familiar graças à ajuda do marido, um homem carinhoso, compreensivo e disponível. O que não a impede de, por um momento, acalentar a ideia de se entregar a outro homem, e sentir na própria pele a loucura brutal dos que pretendem mudar o mundo pela força das armas. Assiste, desorientada, ao fim da sua longa carreira, mas, uma vez mais, consegue sair vencedora dessa batalha. Com alguma sorte e muita força de vontade, também os seus irmãos conseguiram triunfar na vida…. Mas a verdadeira força dos Corti está na sua coerência intelectual, reforçada pelos valores que lhes foram inculcados desde cedo e que serão decisivos nos seus destinos.

Relatando uma vida vivida com coragem, através de relações de amor e ódio, de momentos de fragilidade e coragem, de acontecimentos passados na história recente de Itália, Sveva Casati Modignani constrói mais um grande romance com um forte impacto narrativo, capaz, ao mesmo tempo, de comover os leitores e de os fazer reflectir e sonhar.

Sveva Casati Modignani
Reconhecida como a signora do bestseller italiano, Sveva Casati Modignani é exímia em presentear os seus leitores com histórias repletas de enredos femininos e envolventes.
As suas obras estão traduzidas em 17 países e já venderam mais de dez milhões de exemplares.

Obras da autora:
Bibliografia ASA
1 - 6 de Abril ‘96
2 - Baunilha e Chocolate (atualmente da Porto Editora)
3 - A cor da Paixão
4 - Desesperadamente Giulia (atualmente da Porto Editora)
5 - Lição de Tango
6 - Qualquer Coisa de Bom
7 - A Siciliana (atualmente da Porto Editora)
8 - Uma Chuva de Diamantes
9 - A Viela da Duquesa
Bibliografia Porto Editora
10 - Feminino Singular
11 - O jogo da Verdade
12 - O Esplendor da Vida
13 - 'MISTER GREGORY', o mais recente romance de Sveva Casati Modignani

facebbok

Opinião
Sveva na “Cor da paixão” dá-nos a conhecer a família Corti, desde os pais até cada um dos seus filhos, dando particular enfâse a Liliana Corti, uma filha, irmã, mulher de muita coragem, que luta com todas as suas armas e sabedoria para vencer. Consegue destacar-se muito bem no seu trabalho, conseguindo mesmo alcançar grandes feitos. Constrói uma carreira profissional recheada de êxitos, que sabe conciliar na perfeição com a sua familiar. Uma história que nos faz sonhar e acreditar que é possível concretizar alguns dos nossos maiores sonhos.
Mais uma vez a autora conseguiu surpreender, pela sua escrita, pelo enredo da história, pela capacidade com que me envolvi, e a pelas magníficas personagens. Uma história de ódios, desilusões, amores, desencontros… mas acima de tudo, composta por pessoas respeitáveis, lutadoras, dignas, amigas, unidas. Uma família digna de todo o respeito e consideração, com valores incuta-dos desde muita tenra idade, que são fundamentais no percurso das suas vidas e destinos.

Leitura realizada em Outubro/2011
Classificação 6/7 Excelente

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Educar sem Bater"

Educar sem Bater
Um guia prático para pais e educadores

de Luís Maia
Edição: 2011
Páginas: 208
Editor: Pactor

Sinopse:
Recorrendo a exemplos e casos práticos reais, este livro propõe estratégias educativas para gerir os conflitos e comportamentos desadequados das crianças sem recorrer a castigos físicos e psicológicos.
Numa época em que cada vez mais se fala da Disciplina Positiva como a forma mais eficaz e equilibrada de educar os nossos filhos e educandos e em que se chegou à conclusão que as estratégias centradas nos castigos físicos e psicológicos estão condenadas ao fracasso, era imperativo publicar-se este livro. Através dele, o leitor aprenderá a gerir os conflitos e comportamentos desadequados dos filhos e educadores. Tomará contacto com exemplos de estratégias educativas inadequadas, centradas em castigos físicos e psicológicos (os mais frequentes na lide de criar/educar uma criança/adolescente) e que quase sempre envolvem o Ministério Público, a Assistência Social, a CPCJ e as Forças Policiais.
E conhecerá ainda uma série de sugestões para lidar, de forma adequada, com todas as situações de conflito e que poderão ir de meras desautorizações aos pais a situações de maus-tratos. Trata-se de um livro dirigido a pais e educadores, que parte de exemplos e casos práticos e reais, recolhidos ao longo dos últimos anos de prática clínica do autor, e que convida qualquer leitor a reflectir sobre o que não deve fazer e sobre o que poderá tentar fazer para educar sem bater.

Ao longo do livro são abordados, entre outros, os seguintes temas:

■Comportamentos adequados
■Estilos parentais / prática parental positiva
■Gestão comportamental infantil
■Rejeição de castigos físicos
■Punições, reforços e recompensas
■Assertividade
■Mecanismo da negação

primeiras páginas aqui

Autor:
Com um vasto currículo na área, o docente da UBI é ainda coordenador do Grupo de Estudos em Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica da Universidade da Beira Interior (GEARNeurop).
Luís Alberto Coelho Rebelo Maia é neuropsicólogo clínico e forense, professor auxiliar da Universidade da Beira Interior, pós graduado em Ciências Médico-Legais, licenciado em Psicologia Clínica, mestre em Neurociências e doutorado em Neuropsicologia Clínica pela Universidade de Salamanca.

Gabinete de Neuropsicologia Professor Doutor Luis Maia - Blogue

3 perguntas ao autor (daqui)
1-De que trata este seu livro “Educar sem Bater”?
R-O livro pretende mostrar que a aplicação de métodos suportados na Disciplina Positiva é a forma mais eficaz de educar as crianças. As principais estratégias baseiam-se no Amor firme, o estabelecimento de limites bem conhecidos entre pais e filhos (não se defende permissividade, nem se coloca em causa que pais e filhos devam ser os melhores amigos, todavia, no processo de desenvolvimento infanto-juvenil, a responsabilidade de educar é dos pais e por isso a amizade e o carinho devem passar-se para a relação dos afectos, mas manter-se a firmeza na regulação e implementação das regras, que não podem de forma alguma ser quebradas. Em termos disciplinares, as estratégias que mais funcionam são os reforços positivos dos bons comportamentos e os reforços negativos quando a criança consegue interromper comportamentos inadequados. A ideia central não é mimar a criança, mas sim dotá-la de ferramentas de auto-regulação do seu próprio comportamento, de forma positiva, afectuosa e tranquila.
Há ainda uma questão central que se relaciona com o papel do exemplo dos pais. Pelos mecanismos de Aprendizagem Social, uma criança aprende, essencialmente nos primeiros anos de vida, através da imitação dos comportamentos dos seus modelos, que na maioria das vezes são os pais. Assim, a disciplina positiva centra-se muito também num esforço de psico - educação de pais e educadores para serem eles próprios exemplos de “boa conduta” para os seus filhos.

2- De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Julgo que o ponto de partida, quando os conflitos já ultrapassam o que deveria ser minimamente aceitável como “conflito comum” é procurar uma base de segurança para se iniciar uma nova forma de comunicação familiar (a ideia é que se os conflitos chegaram a um nível disfuncional, não se deve manter o mesmo nível de comunicação familiar que os levou a esse mesmo ponto.
Assim, algumas famílias conseguem organizar-se sem apoio de técnicos especializados no sentido de melhorar os canais de comunicação familiar. Outras necessitam mesmo de recorrer a terapeutas especializados que permitem, numa primeira fase, funcionar como força de desbloqueio comunicacional.
Grande parte dos conflitos familiares assenta numa comunicação insuficiente e mergulhada em vícios de forma: evitar assuntos críticos, criar tabus, delegar assuntos relevantes para um dos pais (como por exemplo, a sexualidade ser abordada pela mãe se a criança for uma menina e pelo pai se for um rapaz, etc.).
O que eu sugiro é que a comunicação seja a palavra de ordem no equilíbrio relacional familiar, desde que se respeitem as vontades e o direito à intimidade individualidade de cada um dos envolvidos.

3-O seu livro destina-se, claramente, a pais e educadores: o que lhes recomenda para as suas múltiplas tarefas de educar sem bater?
R- Esta é uma das questões mais recorrentes que me são colocadas. Se repararem, a própria questão parece remeter para o facto de não haver outras formas de controlar o comportamento infantil que não seja pela disciplina punitiva ou mesmo os castigos. Nem mesmo é necessário cair na permissividade. Com o tempo, com a minha experiência como pai e terapeuta, aprendi a dividir as estratégias educativas em duas grandes partes: as destrutivas e as construtivas. Nas destrutivas estão toda a gama de castigos já aqui referidos, bem como a indiferença, a permissividade, etc. Nas construtivas estão as estratégias defendidas nesta obra (Educar Sem Bater), que apostam na disciplina positiva. Já repararam que, na maioria das vezes, quando se diz que um filho tem que ser disciplinado, pensa-se imediatamente em castigos? O que eu pergunto é: porque é que tem que ser assim? A disciplina é o método pelo qual uma criança interioriza os valores, princípios e regras com os quais tem que contar para lidar adequadamente em sociedade. Um pai que não consiga encontrar uma forma de ensinar isso aos filhos sem ser permissivo ou agressivo deve, na minha humilde opinião, procurar ajuda de um técnico especializado!
No que toca ao estabelecimento de limites, não pode haver uma resposta única a esta pergunta. Qual o limite para deixar uma criança “esticar a corda” no sentido da conquista do seu espaço? Qual o limite para aceitar que uma criança experimente “coisas” com que os pais não concordam plenamente? Qual o limite para que a criança se coloque em situações de risco de sofrer pequenos ferimentos e com isso aprenda que da próxima vez não deva se colocar nas mesmas condições?
A resposta está no bom senso dos pais. Ajudar a criar não é superproteger para evitar a todo o custo que a criança possa sofrer ou magoar-se. Antes sim é permitir um crescimento autónomo onde a criança experimenta os seus próprios limites, supervisionados pelos pais, e perceba quais são os que são edificantes para a sua personalidade e aqueles que são ameaçadores e por isso deve evitar.

Para finalizar, refiro que as principais estratégias educativas atuais baseiam-se no conceito de “Auto – Regulação”. A criança deve ser incentivada a aprender quais as suas capacidades de se auto regular: ou seja, dizer sim ou não, de acordo com aquilo que conseguem interpretar adequadamente da realidade à sua volta, e não apenas reagir de forma acéfala, impulsionada pelos seus impulsos mais primitivos e pueris. À medida que a criança se vai desenvolvendo como indivíduo, vai sendo capaz de decidir por si própria e, muito importante, arcar com as consequências das suas escolhas. Assim, os pais e educadores devem incentivar a capacidade de autonomia, decisão, auto-regulação e gestão das consequências das opções, atitudes e ações de cada criança.

Termino dizendo mesmo: Os pais e educadores têm que voltar a saber dizer NÃO!
Eu diria mesmo que uma criança deve ser educada para que a criança saiba que a resposta para um seu desejo seja SIM e a resposta para outro desejo seja NÃO. O aprender a lidar com os “Nãos” que os pais e a vida vão apresentando às crianças vão-na fortalecendo e desenvolvendo uma característica humana que se pretende desenvolver numa criança: a capacidade de resistência à frustração, que representa justamente a necessidade de a criança ir-se desenvolvendo a saber que há “coisas” que quereria ter ou fazer, mas que não pode ter ou fazer. Isso desenvolve maturidade e capacidade de sofrimento. Mais tarde, como adulto, será fundamental para aceitar as coisas que tem que fazer por obrigação, ou por necessidade, ou porque num dia simplesmente não tem vontade de fazer, mas que não pode balizar a sua vida pela sua vontade ou não de fazer. Assim, o Não, é fundamental para a construção de um “EU” que aceita que a vida não gira à volta da vontade de cada indivíduo e é necessário muito sacrifício para a satisfação das necessidades e vontades individuais.
Opinião
Um livro que me fez e faz companhia em noites de muitas dúvidas, questões, angustia….
Às vezes deparamo-nos com situações que nos levam a pensar que somos os piores Pais do mundo. Queremos ajudar os nossos filhos a serem felizes e não conseguimos. Ninguém nos entende, todos apontam o dedo e criticam os nossos comportamentos e principalmente os comportamentos e atitudes dos nossos filhos, fazem dos nossos filhos os piores do mundo, uns monstrinhos. Ficamos sem forças, sem respostas, sem argumentos…
Sei por experiencia própria que dar uma palma na hora certa, não resolve em nada a situação, muito pelo contrário só piora. Se não resolver a bem, com muito diálogo, paciência, clama…. Confesso que esta atitude não foi sempre a praticada, também dei algumas palmadinhas, que como muitos pais, pensava que era o mais adequado e apropriado. Hoje, sei que não foi a atitude certa….


Quando se lida com uma criança POD, em que saber dizer um “Não”, de forma, a que criança entenda e aceite, é das tarefas mais difíceis no dia-a-dia de uma mãe. Ler este livro, ajudou-me a ter esperança, confiança e lutar.
O livro está recheado de exemplos, de situações do dia-a-dia das crianças, de birras, amuos… e de soluções e formas de como agir. Um livro a manter na mesinha de cabeceira, para consultar e desfolhar nos próximos tempo.