sábado, 12 de janeiro de 2013

"A Paixão de Emma"

A Paixão de Emma
de Charlotte Bingham
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 288
Editor: Edições Asa

Idioma: Português
Géneros: Romance, Ficção Histórica
Titulo original: The land of summer

"Se gostou de Orgulho e Preconceito vai adorar este livro."
Woman`s Way

Primeiras páginas

Sinopse
Emmaline sempre ouvira a mãe dizer que, como a mais velha de quatro irmãs, casar deveria ser a sua prioridade e dever. Contudo, o tempo passava sem que se vislumbrasse qualquer proposta de casamento. Até que num baile organizado em sua casa, um belo desconhecido a convida para dançar. Ele chama-se Julius e, na manhã seguinte, pede a sua mão. Cheia de esperança e vontade de começar uma nova vida, Emmaline deixa a América rumo a Inglaterra. Porém, quando chega, depara-se com uma casa estranha, repleta de pessoas invulgares e criados excêntricos. Um cenário bastante distante do glorioso lugar que Julius lhe descrevera. Na verdade, à medida que os dias passam, o próprio noivo parece ter-se tornado irreconhecível. Emmaline sente-se cada vez mais só e infeliz, chegando até a pôr em causa o futuro da relação. Mas isso é antes de o passado de Julius, e a história daquela enigmática casa, lhe serem desvendados.

Bastaram apenas alguns minutos para que Emmaline se apaixonasse por aquele homem que tanto se esforçava por ser galante e encantador. A partir do momento em que ele parou diante da sua cadeira e começou a falar, ela soube que nada jamais voltaria a ser igual.

"Charlotte Bingham é uma excepcional contadora de histórias."
The Independent on Sunday
 Charlotte Bingham é oriunda de uma familia iluste ligada às letras. O seu pai, barão de Clanmorris, foi autor de romances policiais e agente secreto; a sua mãe era dramaturga. Aos dezanove anos, publicou a sua autobiografia, que se tornou num sucesso instantâneo. Desde então escreveu comédias e séries dramáticas, filmes e peças para Inglaterra e para os Estados Unidos. Os seus romances já venderam milhões de exemplares em todo o mundo, tendo Change of Heart vencido o Prémio Romantic Novel of the Year 1955, atribuido pela Romantic Novelistd`Association.

Para mais informações sobre a autora consulte o site

Opinião:
Quanto às personagens principais desta obra, a Emmaline pareceu-me um pouco fraca e as emoções que demonstra durante o livro não parecem corresponder às situações que está a viver no momento. Julius deixou-me perplexa, até mesmo de boca aberta, porque quase que não parecia humano, com um comportamento quase sempre bizarro. Julius aparenta ter muito pouca personalidade para além de quase nunca estar em casa e é um mistério como é que Emma se apaixona por uma pessoa que não se dá a conhecer.

Quanto à história, durante as primeiras páginas, a história não me estava a despertar qualquer interesse. O que felizmente mudou e rapidamente a leitura tornou-se bastante agradável e interessante.

Após o casamento de ambos, numa cerimónia muito discreta e principalmente solitária, Emmaline sentia-se infeliz, devido à solidão e por não conseguir entender o seu marido. Então Emmaline começa a escrever versos, que se transformaram em poemas. E neste aspecto a obra é muito interessante e fiel à sociedade da altura. O leitor pode ver como era difícil para uma mulher escrever e expor as suas ideias. Entramos num mundo de regras de etiqueta, onde é muito fácil ofender alguém ou transmitir uma má impressão. Os versos de Emma falam de um amor solitário e da esperança de viver um amor feliz e realizado.

Classificação: 4/7 Bom
Leitura realizada: Janeiro/2013

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"O Dia Antes da Felicidade"


O dia antes da Felicidade
de Erri De Luca
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 104
Editor: Bertrand Editora

Sinopse
A história de uma criança nascida em Nápoles durante a Segunda Guerra Mundial. Órfã, é adoptada e o livro segue o seu crescimento, a sua visão da guerra, do sofrimento humano mas também do amor e da possibilidade de alcançar a paz e a felicidade.

"Retomei o meu lugar à baliza. Deixavam-me jogar com eles porque ia buscar a bola aonde quer que ela fosse parar. Destino habitual era a varanda do primeiro andar, uma casa abandonada. O rumor era o de que morava lá um fantasma. Os prédios velhos tinham alçapões tapados, passagens secretas, delitos e amores. Os prédios velhos eram ninhos de fantasmas."

Criticas de impressa
"Uma grande fábula feita de uma escrita de límpida timidez"
La Repubblica

"Romance coeso e forte, como se lêem poucos nestes dias em Itália, onde até a lìngua áspera de De Luca parece fazer-se mais líquida"
L´A vvenire

 " O autor regressa à sua memória de infância, faz-se rapaz para criar um grande livro."
L´Arena

"Quando se tem a sorte de encontrar um livro como este recuperamos a confiança na vida e a esperança num mundo menos bárbaro."
Corriere Della Sera

Autor
Erri de Luca, escritor, poeta e tradutor, é um dos mais conceituados autores italianos contemporâneos. Nasceu em Nápoles em 1950 e publicou o seu primeiro livro quando tinha quase 40 anos. Antes disso, foi membro activo do movimento "Luta Continua" e fez diversos trabalhos manuais em África, França e Itália: camionista, operário e construtor civil. Estudou sozinho o hebraico e traduziu vários livros da Bíblia. Colabora com diversos periódicos, entre os quais La Repubblica e Il Manifesto.
O Dia Antes da Felicidade, não saiu do top italiano desde a sua publicação, tendo estado várias semanas em primeiro lugar.

Outras obras do autor:
Caroço de Azeitona
Em nome da Mãe
O Peso da Borboleta

Opinião
Um dia antes da felicidade é um livro sobre o crescimento, isto é, da verdadeira e autêntica aprendizagem, daquela que conduz à transformação de um adolescente normal, igual a tantos outros, num ser humano mais elevado, melhor e mais forte.

Mas é também um romance sobre a felicidade, claro. E sobre esse milagre que são os livros e a cultura. E sobre a sensibilidade e a delicadeza. E sobre a amizade. E sobre a violência. E sobre a pobreza. E sobre tantas, tantas outras coisas!

Trata-se de um livro claramente masculino, isto é, quem o escreve é um homem, não há aqui uma escrita feminizada, antes uma escrita senhorial, de uma extrema nobreza e autenticidade. Num tempo em que é tão difícil saber-se o que é ser um homem, este livro constitui uma resposta clara e verdadeira a essa questão.

Lemo-lo e mergulhamos no mundo puro e deslumbrante das palavras de Erri De Luca. O narrador é um jovem com um olhar límpido e franco sobre a realidade que o rodeia. É alguém a quem surge um mestre, Dom Gaetano, que, longe de ensinar o desencanto e a amargura, lhe mostra o que é ser um homem, verdadeiro, bom e lutador.

Erri De Luca usa uma escrita que ilumina tudo aquilo sobre que se debruça: as pessoas (com as suas pequenas e grandes misérias), os livros, a escola, o amor, a cidade de Nápoles, etc.

A dada altura (p.66), Dom Gaetano e o jovem narrador passeiam pela cidade e cruzam-se com um grupo de marinheiros norte-americanos que corriam com "camisola, calções e sapatilhas". Não percebem. Porque, diz, "Correr, para nós, é um verbo sério". E é exactamente isto que escrever é para Erri De Luca: um verbo sério. Em todos os momentos, mesmo os de humor (sempre intenso e inteligente, como em tudo o resto), tudo está lá por um motivo sério. Não há ali nada de supérfluo, de fútil. Tal como em outros livros deste autor. Mas, aqui, neste, levado a um grau extremo, quase doloroso.

Erri De Luca, responde:
As suas histórias têm pessoas concretas. Escreve: “Se lhes chamas gente, não fazes caso das pessoas.” Isto também tem relação com o amor e a necessidade de um rosto?
Claro que há necessidade de um rosto concreto. Também os escritores do chamado doce estilo novo [Petrarca e outros] tinham necessidade de dirigir-se a uma figura feminina concreta. O amor tem essa necessidade. Na frase que citava, há um momento em que, de repente, a multidão à volta e à qual não se liga, fica formada por pessoas singulares. Todos os que têm uma identidade dizem-nos respeito pessoalmente.

As suas personagens são também gente pobre, austera, mas nobre e íntegra. Pretende com isso exaltar a pobreza perante uma sociedade de aparências?
Eu conheci a cidade [Nápoles] do pós-guerra, a pobreza. A honestidade, a integridade eram necessárias. Eram uma técnica social para resistir e viver melhor, porque comportavam uma rede, um vínculo a todas as pessoas. Faziam comunidade, era como uma família alargada. E isto era possível com a honestidade, a integridade, a lealdade, a generosidade. São dotes que não são apanágio da pobreza, mas desenvolvem-se melhor na pobreza.
Vivemos num mundo em que estas técnicas sociais já não são necessárias, tornaram-se uma escolha moral. Naquela época eram uma escolha prática.

Nos seus livros regressa sempre ao Vesúvio, à ilha de Ischia, a Nápoles, de onde saiu aos 18 anos, à infância e à adolescência. São lugares e tempos importantes?
Sim, há momentos, na adolescência e na infância, em que a vida corre mais veloz, em que se condensam acontecimentos. Agrada-me regressar aquele ponto para contar e compreender.

Falamos de personagens que são também parcas em palavras. Estamos cheios de palavras?
Sim, de palavras que não têm consequência, que podem ser desmentidas no dia seguinte. A palavra política tornou-se uma palavra publicitária, não mantém aquilo que diz. Estamos num tempo de palavras ligeiras.
Isto é uma vantagem para um escritor: ele tem o monopólio das palavras mais pesadas, das palavras com consequência, uma vez pronunciadas. A palavra literária, e a poética ainda mais, tem um valor acrescentado num tempo charlatão.

Fala sempre de memórias da guerra e conta histórias dentro de histórias. O rapaz deste livro “O Dia Antes da Felicidade” diz que a história da cidade é a sua própria história. Temos necessidade da memória para encontrar a identidade?
Não, precisamos de uma geração que conte à geração seguinte a sua experiência. E que a conte de viva voz, não com o cinema ou a televisão, mas envolvendo-se com o corpo. Precisamos de uma geração que conte e transmita de viva voz e que o faça sem nenhum objectivo didáctico, porque assim passa o tempo, os seus serões, contando a sua vida e aventuras.
A II Guerra, do ponto de vista dos sobreviventes, foi uma imensa matéria narrativa. A memória que me chegou pertencia a esta árvore de transmissão do conhecimento de viva voz. Transmitir a memória não era um objectivo. Hoje, a memória tornou-se uma pílula na televisão para recordar um acontecimento. Isso não é memória, é aceder a um arquivo.

Não temos experiências que valham a pena contar às gerações seguintes?
Não vejo pais que contem histórias... Talvez não tenham nada para contar, excepto as férias que se fazem e as fotografias que tiraram num passeio de barco. Há um défice de transmissão, de tempo...

No “Caroço de Azeitona”, escreve: “Não traz fruto a Revolução quando é só política. Os fracos, os pobres, os ofendidos devem armar-se com outra coisa.” Isto é fruto de uma desilusão política?
Não, não. É fruto da minha experiência. Fui durante 11 anos militante revolucionário a tempo completo. Sem ter ambição de tomar o poder ou de fazer uma revolução política, mudámos o modo de pensar da nossa sociedade.
Fizemos uma revolução não política, uma revolução de mentalidade num país que vinha da guerra, com um governo de um mesmo partido durante 40 anos. O nosso país era atrasado, a única democracia provisória num Mediterrâneo cheio de fascismos: do vosso até à Turquia, passando por Espanha e Grécia.
Era um tempo em que não bastava uma revolução política, era necessária uma transformação das pessoas. E nós estávamos felizes com essa transformação.

Escreve que se pode vencer mais com os salmos de David do que com as armas. O que quer dizer?
Que aquela pessoa de quem estou falando, aquele Jesus na época da ocupação militar romana, baralhava as cartas, forçava os limites.
Havia revolucionários a esmo em Israel. Morriam como moscas nos patíbulos da cruz dos romanos. Ele queria introduzir uma variante, fundada também nos salmos de David, que dizia respeito aquele tempo e aquela pessoa. Não saímos ainda fora do âmbito dos salmos.

É verdade que começa o dia lendo versículos da Bíblia “para que o dia tenha um fio condutor”?
Acordo todos os dias estudando o hebraico antigo. Não sou crente. Tenho necessidade disso para despertar, como algo que acompanha o café, para forçar a caixa fechada do meu crânio.

Mas o hebraico da Bíblia ou de outros livros?
O hebraico antigo da Bíblia.

Porquê esse fascínio pelo texto bíblico?
Porque aquele é o formato original do qual descende toda a nossa civilização religiosa. Para mim aquele é um texto obrigatório. E aproveito de maneira escandalosa do facto de só eu o conhecer. E de poder desmascarar todas as traduções péssimas, ruins e mal intencionadas. Aproveito o talento que tenho, mas o texto deveria ser conhecido por todos.

É nesse sentido que fala da Bíblia como um caroço de azeitona?
Sim. As palavras que lia de manhã, quando trabalhava como operário, tinha-as como companhia para todo o resto do dia. Remastigava-as no trabalho das obras e fazia como se fosse um caroço de azeitona que me ficava na boca.

Quando fala de caroço de azeitona, quer dizer que a Bíblia é, como dizem os cristãos, um alimento?
Um aperitivo.

Já traduziu vários livros da Bíblia, escreveu “Em Nome da Mãe”, uma das mais belas narrativas ficcionadas do nascimento de Jesus. Há um livro ou uma personagem da Bíblia de que goste mais?
José. Nenhum dos evangelhos diz que era velho, podemos imaginá-lo jovem, belo e enamorado.
O seu nome vem do verbo hebraico yasaf, que quer dizer acrescentar. Yosef, à letra, é aquele que acrescenta. E o que acrescenta ele? Para já, a sua fé. Ele acredita na versão da sua noiva, grávida mas não dele. Acrescenta a sua fé à fé da rapariga que tinha acolhido aquela notícia.
Acrescenta-se ainda como esposo daquela rapariga, impedindo assim a condenação à morte, porque ela perante a lei, era adúltera. E acrescenta-se enquanto segundo pai daquela estranha criatura aparecida no meio deles, Jesus, Yeshu em hebraico. Ele contribui e muito para esta história. No evangelho não é tido em conta mas nesses nove meses deu um contributo enorme
Dê um exemplo das más traduções da Bíblia de que falou.
No original hebraico, não está a condenação de Eva de parir com dor. A palavra hebraica é esforço, fadiga. Não é dor, porque ali não há intenção punitiva da divindade. Há apenas uma verificação.
Àqueles dois, que comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal e que se encontraram nus, diz: “Vocês tornaram-se outra coisa, não pertencem já a nenhuma espécie animal; nenhuma espécie animal sabe que está nua; aconteceu uma mudança total.”
Está dizendo que a facilidade, a agilidade de parto ou a naturalidade com que os animais têm os filhos não acontecerá mais. E Adão diz logo: “Maldita a terra.” Porquê, se a terra não lhe fez nada? Porque há outra verificação: Adão não se contentará com o fruto espontâneo, mas esforçará a terra, irá afadigá-la também com o seu suor, irá desfrutá-la para tirar o maior lucro. A terra será maldita por causa do esgotamento dos recursos.

Não há, então, um castigo?
Vê-se que não há intenção punitiva, porque logo a seguir a divindade faz vestes de peles para cobrir aqueles dois nus. Este é o gesto mais afectuoso.
A palavra hebraica que aqui é traduzida como dor, aparece outras cinco vezes: quatro nos Provérbios e uma nos Salmos. Cinco vezes em seis é traduzida como esforço e fadiga. Ali, metem na boca da divindade uma condenação. E sobre isto baseou-se toda a subordinação feminina, a culpa de Eva.

Publicou há pouco em Itália um livro com o título “Penúltimas Notícias sobre Jesus”. Que notícias são essas?
São todas tomadas das histórias do Novo Testamento, do evangelho. São penúltimas porque as últimas, as respeitantes ao seu regresso, ao cumprimento da promessa, essas estão em suspenso. O cristianismo vive num intervalo entre o anúncio do fim, feito por Jesus, e o cumprimento deste anúncio. São dois mil anos de intervalo, de tempo suplementar.

E quem é esse Jesus?
É um Jesus em carne e osso, um Jesus ainda vivo, que está um tempo na oficina de carpinteiro do seu pai, até começar a sua missão. Vive num território ocupado militarmente por uma nação hostil, a maior potência militar. E pode dizer “dai a César o que é de César”, porque nada naquela moeda tem poder sobre o mundo. Por isso, é uma figura em carne e osso. Um hebreu daquele tempo.

Classificação: 5/7- Muito Bom

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Balanço de 2012



01 - Autismo - a minha lição de vida - 4/7 Bom
02 - As Cinco Linguagens do Amor das Crianças - 6/7 Excelente
03 - Crianças Ocupadas - Maria José Araújo - 5/7 Muito Bom
04 - Sonhos Encantados - Barbara Bretton - 4/7 Bom
05 - Aproveitem a Vida - António Feio - 5/7 Muito Bom
06 - A gaivota que tinha medo do mar - Maria Eugénia Ponte - 5/7 Muito Bom
07 - Abelha Zena, a Rainha Serena - Maria Eugénia Ponte - 5/7 Muito Bom
08 - As Crianças Aprendem o Que Vivem - Dorothy Law Nolte e Rachel Harris - 5/7 Muito Bom
09 - Mal-Entendidos - Nuno Lobo Antunes - 5/7 Muito Bom
10 - Vamos Jogar! - Eduardo Estivill e Yolanda Sáenz de Tejada - 4/7 Bom
11 - A Auto-Estima dos 6 aos 12 Anos - 5/7 Muito Bom
12 - Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas - 5/7 Muito Bom
13 - Saber Comunicar com as Crianças - 5/7 Muito Bom
14 - És o Meu Segredo - Tiago Rebelo - 5/7 Muito Bom
15 - O Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Zafón - 6/7 Excelente
16 - O outro amor da vida dele - Dorothy Koomson - 5/7 Muito Bom
17 - Segredos de Paris - Luanne Rice - 4/6 Bom
18 - Resistir ao Amor - Jill Mansell - 5/7 Muito Bom
19 - O Despertar da Meia-Noite - Lara Adrian - 6/7 Excelente
20 - Pura Malícia - Jill Mansell - 4/7 Bom
21 - Segue o Coração - Lesley Pearse - 7/7 Obra-Prima
22 - 15 Minutos com o seu Filho - Joaquim Quintino Aires - 6/7 Excelente
23 - Uma Melodia Inesperada - Jodi Picoult - 6/7 Excelente
24 - Ascensão à Meia-Noite - Lara Adrian - 5/7 Muito Bom
25 - Ilusão Perfeita - Jodi Picoult - 5/7 Muito Bom
26 - Viagem a Capri - Elizabeth Adler - 4/7 Bom
27 - O Véu da Meia - Noite - Lara Adrian - 5/7 Muito Bom
28 - Responde-me - Susanna Tamaro - 5/7 Muito Bom

Boas leituras para 2013

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

"Responde-me"

Responde-me
de Susanna Tamaro
Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 176
Editor: Editorial Presença
Coleção: Grandes Narrativas

Sinopse
Este título de Susanna Tamaro, que sai praticamente em simultâneo com a edição italiana, era há muito aguardado com expectativa. Constituído por três histórias, encena viragens dramáticas, e de certa forma fundamentais, na vida de cada homem ou mulher em busca de um sentido para a existência. Entre as personagens, muitas são crianças expostas a condições de grande violência e abandono, e em todas transparece um desespero extremo, mas também um extraordinário sentido de responsabilidade perante o facto de estar vivo.
Existe aqui um fio condutor, uma continuidade, que permite à autora explorar os abismos sombrios e os cumes luminosos da natureza humana. E ela fá-lo sem medo, sem contemplações, extraindo deles uma formidável energia que pode ser pura destruição, mas que Tamaro, quase alquimicamente, transforma em energia amorosa e criadora.

Imprensa
"três histórias, três mensagens fortes e um mesmo cão presente em todas! marcante sem dúvida"
por João Tavares, em 17/9/2011

Susanna Tamaro nasceu em Trieste, Itália, no ano de 1957. Formou-se em Realização no Centro Experimental de Cinematografia de Roma. Durante dez anos trabalhou para a televisão como realizadora de documentários científicos. Atualmente, é uma das escritoras italianas mais conhecidas e aclamadas em todo o mundo, e o conjunto da sua obra, que inclui títulos bem conhecidos do público português - Vai Aonde Te Leva o Coração, Com a Cabeça nas Nuvens, Para Uma Voz Só, Escuta a Minha Voz ou Regresso a Casa - vendeu vários milhões de exemplares à escala mundial.

Outras Obras
Com a cabeça nas nuvens;
Para uma voz só;
O cavaleiro Lua Cheia;
Vai aonde te leva o coração;
O menino que não gostava de ler;
Um lugar mágico;
A alma do mundo;
Um respirar tranquilo;
Querida Mathilda, não vejo a hora do homem caminhar; T
obias e o anjo;
Regresso a casa;
Responde-me;
O fogo e o vento;
Um país para lá do azul do céu;
Cada palavra é uma semente;
Escuta a minha voz;
Luisito, uma história de amor;
Um Companheiro Inesquecível;
A Grande Árvore;
Para Sempre

Excertos
"Já tinha ouvido dizer por várias vezes que o amor vence tudo, que o amor, se é que existe, é frágil. é tão Frágil que é quase invisível. E ser invisível e não existir é quase a mesma coisa. O fumo de um incêndio pode ver-se a quilómetros de distância, e o sinal das chamas permanece em todo o lado durante anos, mas o amor não se consegue ver nem a um palmo à frente do nariz." Pág. 37

“O amor é entregarmo-nos ao outro sem qualquer possibilidade de nos defendermos.” Pág. 60 “Por uma razão que a nossa pequena mente de homens desconhece, o Céu chama muitas vezes a si os seus filhos mais luminosos, interrompendo bruscamente o seu caminho terreno.” Pág. 127

“ A maioria das pessoas já não vive, espera apenas que a vida passe. Nesse caso, o que é a vida? Apenas um contentor de tempos livres para enganar o tédio.” (…)
“ Se temos de morrer, que sentido tem a vida? Cada homem que nasce deve redescobrir o sentido desta pergunta. E descobri-lo não significa tornarmo-nos donos de qualquer coisa, mas libertarmo-nos. Libertarmo-nos de todas aquelas coisas que trazemos na mochila, da avidez, da inveja. E sobretudo da ideia que temos de nós mesmos.” Pág.169

Opinião
O livro divide-se em três contos:
Responde-me;
O inferno não existe;
O bosque em chamas.
Todos estes contos relatam histórias de morte, espiritualidade, escolhas e perdão. A história ou é narrada pela vítima ou pelo agressor, consoante o conto. Mas no final de cada um, o leitor fica sempre com a mesma dúvida, ou seja, se de facto houve ou não algum agressor.

Classificação: 5/7 Muito Bom

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"O Véu da Meia-Noite"


O Véu da meia-noite
de Lara Adrian
Volume n.º5
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 376
Editor: Quinta Essência

Sinopse
Guerreira especialista em balas e lâminas, Renata é superior a qualquer homem - vampiro ou mortal. Mas a sua arma mais poderosa é o seu extraordinário dom psíquico - uma dádiva rara e mortífera. Agora um estranho ameaça a sua independência ganha a custo, um vampiro de cabelo dourado que a atrai para um reino sombrio… e prazer para lá da imaginação. Viciado em adrenalina, Nikolai distribui a sua própria justiça pelos inimigos da Raça - e a sua última presa é um assassino implacável. Uma mulher atravessa-se à sua frente: Renata, a guarda-costas sedutora e calma. Mas os poderes de Renata são testados quando uma criança que ama é ameaçada, e ela é forçada a pedir ajuda a Niko. Quando os dois unem esforços, quando o desejo alimenta as chamas de uma fome mais profunda, a vida de Renata é cercada por um homem que oferece o delicioso prazer de um vínculo de sangue… e uma paixão que pode salvá-los ou condená-los para sempre…

Primeiras Páginas aqui

«O mais nova heroína de Adrian tem uma coluna vertebral de aço. Aventuras de ritmo rápido acompanham paixões escaldantes. Esta é uma das melhores séries de vampiros no mercado!»
Romantic Times

«O Véu da Meia-Noite é mais um excelente capítulo desta série... Com muito romance, heróis sensuais (com defeitos realistas) e uma trama de acção rápida que está cada vez melhor - o que há para não gostar?»
LoveVampires.com

«Bem escrito e com uma excelente trama, com personagens complexas intrigantes, é emocionante desde as cenas de abertura... Preparem-se fãs, esta série está cada vez melhor!»
FreshFiction.com

Autora
Em criança, Lara Adrian costumava dormir com os cobertores quase sobre a cabeça, com medo de vir a ser vítima de vampiros. Mais tarde, sob a influência de Bram Stoker e Anne Rice, foi levada a interrogar-se se o seu medo não seria antes outra coisa: um desejo secreto de estar num mundo mais sombrio, de viver um sonho perigoso e sensual com um homem sedutor de poderes sobrenaturais. É essa mistura de medo e desejo que alimenta hoje as fantasias de Laura e a ideia que ela explora na série «Raça da Noite», bestseller do New York Times e vendida em 16 países. Com as raízes familiares a estenderem-se até aos primeiros colonos chegados a bordo do Mayflower, Lara Adrian vive com o marido no litoral da Nova Inglaterra, rodeada por cemitérios seculares, pelo moderno conforto urbano e pela inspiração infinita do oceano Atlântico.

Opinião
Mais um volume fascinaste desta maravilhosa série, nele, encontrei ingredientes suficientes que me fizeram devorar o livro em dois dias.

Neste livro a Ordem, esteve um pouco apagada, acho que poderiam ter tido mais intervenções, mais ações, pois apareciam na maioria das vezes em passagens telefónicas, uma vez que a história não se desenrola em Boston.
Uma história que envolve uma criança, que no fundo é como se fosse um oráculo, onde consegue ter um vislumbre do futuro espelhando o seu olhar em outra pessoa.
Este volume foca muito mais os sentimentos a ternura das personagens envolvidas, do que propriamente, momentos de luta e de confronto.
Renata, é uma pessoa muito frágil, mas com um carater extremamente sensível e forte, que encaixa perfeitamente na personalidade irreverente do Niko. Que apesar de divertido, espontâneo, despreocupado, esconde uma grande mágoa e tristeza, relacionada com um passado que ficou marcado pela morte do seu irmão mais novo.


Este volume, deixa um bichinho no leitor, quanto à personagem de Andreas, aqui é explicado a mudança que esta personagem irá sofrer e que o leitor pode acompanhar no próximo volume. Neste livro, Andreas, vê mais uma vez a tragédia assolar o seu lar, o seu refúgio, os seus amigos… o que deixa ao leitor um gostinho para o próximo volume, onde ele irá vingar a morte da sua família, nem que para isso tenha de ultrapassar e enfrentar, alguns aspetos do seu passado, ou até mesmo, reaproximar-se da sua ex-amante para conseguir ser bem sucedido.



Classificação: 5/7 Muito Bom

terça-feira, 9 de outubro de 2012

"Viagem a Capri"

Viagem a Capri
de Elizabeth Adler
Bem-vindos a bordo deste cruzeiro pelo Mediterrâneo, onde nada é o que parece...
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 348
Editor: Quinta Essência

Mais um romance da autora de “Casamento em Veneza”“Romance na Toscana”, “Lua-de-mel em Paris”, “Verão na Riviera”...

Sinopse
Quando o magnata inglês Sir Robert Waldo Hardwick morre de forma misteriosa num acidente de viação, deixa uma carta a nomear seis pessoas que suspeita lhe tenham desejado a morte. Daisy Keane e o investigador Harry Montana juntam-se para levar os suspeitos (e outros convidados como manobra de diversão) num fabuloso cruzeiro pelo Mediterrâneo, com todas as despesas pagas pelo falecido Sir Robert. O mistério aumenta à medida que vão aportando em Monte Carlo, Saint-Tropez e Sorrento. E as reviravoltas inesperadas são apenas o princípio.

Por fim, chegam à bela Villa Belkiss em Capri, onde será lido o testamento de Sir Robert... e o assassino desmascarado. Com a beleza da paisagem do Yorkshire, as estâncias do Mediterrâneo e o magnífico iate de cruzeiro, mais a atracção intensa entre o solitário Harry Montana e a desconfiada Daisy, as paixões inflamam-se e o encanto da Villa Belkiss deslumbra.

Ninguém escreve viagens maravilhosas ou suspense como Elizabeth Adler.
 
Elizabeth Adler, britânica de origem e reconhecida a nível internacional, é autora de mais de vinte romances, publicados em 25 países, que venderam mais de 4 milhões de exemplares. Quando não se encontra em viagem, indispensável na sua vida, passa os dias em La Quinta, Califórnia, com o marido e os seus dois gatos.

Resumo da história:
A morte num acidente de viação de Robert Hardwick, um dos homens mais ricos do mundo, causa suspeitas no dectetive privado Harry Montana, anteriormente contactado pelo magnata inglês para investigar os seus ex-amigos por suspeitar de que alguns deles poderia estar a preparar o seu assassinato.

De facto, Bob, como assim era conhecido, tinha razões para ter medo. Harry descobre que o carro do magnata inglês fora sabotado e que o acidente de viação tinha sido provado apenas com uma simples chamada de telemóvel que despoletou uma bomba que o levaria de encontro à morte. Dias antes, e suspeitando que poderia vir a ser assassinado, Bob escrevia uma carta onde nomeava seis pessoas com motivos suficientes para o querer morto: Lady Diana Hardwick (ex-mulher); Filomena Algardi (ex-amante); Charles Clemente (ex-amigo); Davis Farrell (ex-amigo); Marius Dopplemann (cientista conceituado e ex-amigo) e Rosalia Alonzo Ybarra (primeiro amor verdadeiro de Bob).

Esta investigação vai juntar Diana Keane, secretária pessoal de Robert Hardwick, e sua paixão secreta, e Harry Montana, num cruzeiro a fim de descobrirem quem assassinou Bob, assim como todos os suspeitos de assassinato.

Locais como Monte Carlo, Saint-Tropez, Sorrento, Capri, devem mesmo ser magníficos e deixam água na boca e vontade de visitar, sobretudo se tivermos muito dinheiro na carteira e influência para podermos, também nós, poder frequentar todos aqueles locais que foram descritos.

  Opinião:
A autora tem uma forma de descrever as paisagens e os lugares que seduz o leitor, fazendo este querer viajar e passear pelas paisagens bonitas que ela descreve.

Classificação: 4/7 Bom

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"Ilusão Perfeita"

Ilusão Perfeita
de Jodi Picoult
Por vezes, quem nos devia apoiar é quem nos destói
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 448
Editor: Livraria Civilização Editora

Sinopse
Uma mulher acorda num cemitério ferida e a sangrar, completamente amnésica. Não sabe quem é nem o que faz ali.
É socorrida por um polícia que acabara de chegar a Los Angeles. Alguns dias mais tarde, é apanhada de surpresa ao ser finalmente identificada pelo marido, nada mais, nada menos do que Alex Rivers, o famoso actor de Hollywood.
Cassie fica deslumbrada pelo conto de fadas que está a viver. Mas nem tudo parece correcto e algo obscuro e perturbador se esconde por detrás daquela fachada de glamour. E é só quando a sua memória começa gradualmente a regressar que a sua vida de cenário perfeito se desmorona e Cassie enfrenta a necessidade de fazer escolhas que nunca sonhou ter de fazer.  

Críticas de imprensa
“Picoult tornou-se uma mestre, quase uma visionária, na arte de descobrir temas polémicos e escreve romances extremamente cativantes acerca deles… É impossível não ficar enfeitiçado pela forma como Picoult nos força a pensar no que está correcto e no que está errado.”
The Washington Post

“Picoult tem um talento invulgar para criar dilemas morais que não podemos ignorar: temos de saber a conclusão.”
Sunday Express

“Muitas vezes, os romances de Jodi Picoult centram-se em vidas viradas do avesso por um qualquer acontecimento terrível e é a atenção dada aos pequenos pormenores emocionais que os tornam tão recompensadores.”
Marie Claire

Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.

Opinião
“Ilusão Perfeita” aborda a vivencia de uma mulher vítima de maus-tratos, designado por: Síndrome da Mulher Abusada.

Cassie sofrer agressões físicas, mas perdoa e volta a cair sempre no mesmo mundo de violência, até ao dia em que é agredida, quando um novo ser nasce dentro dela. Nesse momento toma a decisão e deixa para traz o seu amor.
Um livro simplesmente fabuloso que transporta o leitor para um cenário extraordinário, com personagens muito bem estruturadas. Que deve ser lido por todos, onde cada leitor deve fazer um esforço e tentar perceber o comportamento destas personagens, tanto da Cassie com do Alex, perceber as razões de cada um, os seus sentimentos e atitudes. Para de alguma forma tentar ajudar alguém, que viva num mundo de sentimentos assim controverso.

Uma história bastante polémica, em que o leitor, deve estar com espírito para este tipo de leitura. Porque, cada livro de Jodi Picoult é um emaranhado de sentimentos e emoções, sobre a família, a vida, o mundo em que vivemos, os preconceitos… Um livro magnífico para o tema que retrata, adorei.

Classificação: 5/7 Muito Bom